Ozzy Osbourne e Black Sabbath tocaram 'Paranoid' 12 vezes ao longo de 50 anos; veja

De Ronnie James Dio com o Black Sabbath a Ozzy com Randy Rhoads, confira todos os cantores e guitarristas que já tocaram o clássico do heavy metal de 1970

18 jun 2026 - 17h05

Quando o Black Sabbath encerrou sua carreira com o grandioso show de despedida "Back to the Beginning" em 5 de julho de 2025 — apenas 17 dias antes da morte de Ozzy Osbourne — eles finalizaram seu set de quatro músicas com "Paranoid". Nenhuma outra canção faria sentido. O single de 1970 transformou o Black Sabbath de uma banda cult com pouca repercussão fora da Inglaterra em um dos grupos mais populares do mundo. Pelo resto de sua carreira, era impossível para eles deixarem o palco sem tocá-la.

Ozzy Osbourne no Rio de Janeiro, no Brasil, com Brad Gillis
Ozzy Osbourne no Rio de Janeiro, no Brasil, com Brad Gillis
Foto: Frederico Mendes/IMAGES/Getty Images / Rolling Stone Brasil

Isso continuou sendo verdade mesmo depois que Ozzy deixou o grupo em 1979 e, logo no ano seguinte, começou a fazer shows solo com uma longa lista de guitarristas. E continuou sendo verdade para o Sabbath nos anos 80, quando eles trocavam de vocalista como quem troca de meias.

Publicidade

Isso significa que vários cantores e guitarristas já interpretaram "Paranoid" ao longo dos anos. Aqui está uma retrospectiva de 12 versões dessa história atemporal sobre perder a cabeça.

Black Sabbath com Ozzy Osbourne

O Black Sabbath original estava no auge de sua carreira quando tocou no L'Olympia Bruno Coquatrix em Paris, em 20 de dezembro de 1970, apenas três meses após o lançamento do álbum Paranoid (1970), e uma equipe de filmagem profissional capturou a magia para sempre. Isso foi antes que oceanos de cocaína, álcool e dinheiro começassem lentamente a destruir a banda. Eles tocariam "Paranoid" centenas e centenas de vezes depois daquela noite, mas nunca soou tão essencial.

Black Sabbath com Ronnie James Dio

Perder um vocalista tão icônico quanto Ozzy Osbourne deveria ter sido um golpe fatal para o Black Sabbath. Mas eles rapidamente recrutaram o ex-vocalista do Rainbow, Ronnie James Dio, gravaram um novo álbum espetacular, Heaven and Hell (1980), e caíram na estrada. Dio trouxe uma energia muito diferente para "Paranoid", mais teatral do que a abordagem de Ozzy. Mas, de todos os vocalistas pós-Ozzy, não há dúvida de que Dio foi o melhor. E por alguns meses em 1980, parecia que eles sairiam vitoriosos da separação de Ozzy. Até que o album de estreia de Ozzy, Blizzard of Ozz (1980), foi lançado.

Black Sabbath com Ian Gillan

https://www.youtube.com/watch?v=3h8mi3WP6UU

Publicidade

Quando Dio deixou o Black Sabbath em 1982, os membros restantes trouxeram Ian Gillan, do Deep Purple, para o grupo para o malfadado álbum e turnê Born Again (1983). A crença popular de que seus percalços durante esse período, incluindo um cenário gigante de Stonehenge, inspiraram o filme Isto É Spinal Tap (1984) simplesmente não é verdade. O filme já estava em plena produção quando tudo isso aconteceu. Mas isso não significa que esse período não tenha sido um completo desastre para o Sabbath. Dito isso, Gillan trouxe seu grito estridente de "Highway Star" para "Paranoid", e funcionou muito bem. Mas durou pouco. O Deep Purple se reuniu no ano seguinte, e o Sabbath mais uma vez precisava de um novo vocalista.

Black Sabbath com Glenn Hughes

Em 1973, o Deep Purple contratou o vocalista e baixista Glenn Hughes para substituir Ian Gillan. E 12 anos depois, o "Black Sabbath" fez o mesmo. Colocamos o nome entre aspas porque se tratava essencialmente de um projeto solo de Tony Iommi que sua gravadora o pressionou a chamar de Black Sabbath. O único LP da era Hughes é o Seventh Star, de 1986. Quando faziam turnês, tocavam muitas músicas da era Ozzy, incluindo, é claro, "Paranoid".

Black Sabbath com Tony Martin

Após passar boa parte da década de 1980 contratando vocalistas consagrados para liderar o Black Sabbath, apenas para vê-los deixar a banda em um ou dois anos, Tony Iommi decidiu contratar Tony Martin, um relativo desconhecido, para o álbum The Eternal Idol, de 1987. Essa foi uma jogada inteligente a longo prazo, já que Martin permaneceu extremamente leal e até se dispôs a retornar à banda em 1993, após ter sido demitido por alguns anos, para se reunir brevemente com Ronnie James Dio. Martin era um vocalista poderoso e dava o seu melhor nos clássicos todas as noites, mas esse foi o momento mais fraco do Sabbath em termos criativos. Durante sua passagem pela banda, eles tocaram principalmente em clubes. Ainda assim, uma minoria expressiva de fãs do Sabbath adora a era Martin, já que eles lançaram muitas músicas originais. Depois que ele saiu pela segunda e última vez, em 1995, a banda basicamente se tornou um hino à sua história, com Ozzy Osbourne como vocalista principal.

Ozzy Osbourne com Randy Rhoads

Em 3 de setembro de 1980, enquanto o Black Sabbath viajava do Havaí para a Flórida para um show no Lakeland Civic Center, um grupo chamado The Law se apresentava no Norbreck Castle Hotel em Blackpool, Inglaterra. Essa foi a estreia pública do novo grupo solo de Ozzy, o Blizzard of Ozz, com o guitarrista virtuoso Randy Rhoads. O setlist de sete músicas começou com canções solo inéditas como "Crazy Train" e "Suicide Solution", e terminou com um trio de clássicos do Sabbath, incluindo "Paranoid". Foi o início de uma guerra entre Ozzy e seus antigos companheiros de banda, que o cantor venceria rapidamente.

Publicidade

Ozzy Osbourne com Bernie Tormé

A parceria entre Ozzy e Rhoads rendeu muitos dos maiores sucessos da carreira solo de Ozzy, e eles se tornaram amigos incrivelmente próximos durante as gravações de Blizzard of Ozz (1980) e Diary of a Madman (1981) , além das extensas turnês que os acompanharam. Mas, em 19 de março de 1982, Rhoads morreu em um acidente de avião enquanto tentava sobrevoar o topo do ônibus de turnê de Ozzy. Apesar da dor profunda que Ozzy sentia, ele concordou em continuar a turnê apenas algumas semanas depois. O guitarrista irlandês Bernie Tormé foi contratado para preencher a lacuna, mas permaneceu na banda por apenas algumas semanas. Nesse breve período, eles tocaram no Madison Square Garden. Uma gravação amadora da plateia daquela noite é o melhor registro da passagem de Tormé pela banda.

Ozzy Osbourne com Brad Gillis

Quando as coisas não deram certo com Tormé, Ozzy trouxe Brad Gillis, do Night Ranger, para o grupo. Ele se encaixava melhor do que o mais bluesy Tormé, mas Ozzy estava bebendo muito para anestesiar a dor da morte repentina de Rhoads. Isso gerou muitos conflitos entre ele e Gillis, e o guitarrista retornou ao Night Ranger quando a turnê terminou. Mas durante seu tempo com Ozzy, eles gravaram o álbum ao vivo Speak of the Devil (1982), composto inteiramente de covers do Black Sabbath. O álbum foi lançado para competir com o próprio LP ao vivo do Sabbath, Live Evil (1982), e gerar direitos autorais. O álbum continua sendo um lançamento controverso, mas é uma oportunidade de ouvir Gillis dar seu toque pessoal a "Paranoid".

Ozzy Osbourne com Jake E. Lee 

Ozzy finalmente encontrou um substituto estável para Rhoads quando contratou Jake E. Lee em vez de George Lynch, do Dokken, no início das gravações de Bark at the Moon (1983). Ele permaneceu na banda durante todo o período de álbuns e turnês de Bark at the Moon e The Ultimate Sin (1986). Eles não tocaram muitas músicas do Black Sabbath durante esse período, em parte porque seus fãs mais jovens estavam mais familiarizados com o material mais recente, mas todas as noites terminavam com "Paranoid".

Ozzy Osbourne com Zakk Wylde

Zakk Wylde tinha apenas 20 anos quando soube que Ozzy precisava de um novo guitarrista enquanto o ouvia no programa de Howard Stern. Através de uma conexão com o fotógrafo Mark Weiss, Wylde conseguiu uma audição e foi contratado para o álbum e turnê No Rest for the Wicked (1988). Foi o início de uma parceria de três décadas que rendeu alguns dos maiores trabalhos solo de Ozzy, incluindo "No More Tears" e "Mama, I'm Coming Home". Quando Ozzy fez seu show solo no Back to the Beginning, Wylde era o guitarrista ao seu lado. Mas houve longos intervalos nas décadas de 1990 e 2000, durante os quais Ozzy trabalhou com outros guitarristas.

Publicidade

Ozzy Osbourne com Joe Holmes

Ozzy lançou a turnê de despedida No More Tours em 1992, mas poucos se surpreenderam quando ele iniciou a turnê Retirement Sucks apenas três anos depois. O que surpreendeu, no entanto, foi a ausência de Wylde. Em seu lugar, entrou Joe Holmes, ex-guitarrista de David Lee Roth e Lizzy Borden. Ele permaneceu na banda durante os primeiros anos do Ozzfest e até os anos 2000, mas foi dispensado em 2001 para dar lugar ao retorno de Zakk Wylde.

Ozzy Osbourne com Gus G

Quando tudo indicava que Wylde teria o emprego de guitarrista do Ozzy para sempre, ele foi demitido novamente em 2009. Dessa vez, foi substituído pelo guitarrista grego Konstantinos Karamitroudis, mais conhecido como Gus G. Ele fez um trabalho excepcional recriando partes originalmente tocadas por Tony Iommi, Randy Rhoads e Zakk Wylde, mas poucos fãs fervorosos do Ozzy o acolheram. A maioria ansiava pelo retorno de Zakk. E em 2017, foi exatamente isso que aconteceu quando ele foi contratado para uma terceira passagem pela banda.

Rolling Stone Brasil
Fique por dentro das principais notícias de Entretenimento
Ativar notificações