O ex-integrante do Iron Maiden que admite não gostar dos discos atuais da banda

Músico que participou do álbum de estreia criticou a direção progressiva do grupo e confessou achar alguns trabalhos recentes "monótonos" e "chatos"

11 jan 2026 - 10h15

Embora tenha feito parte da fundação de uma das maiores bandas de heavy metal da história, Dennis Stratton não tem receio de dar sua opinião sincera sobre o material que o Iron Maiden lançou após a sua saída, em 1980.

Iron Maiden em 1980 (E
Iron Maiden em 1980 (E
Foto: D): Clive Burr, Dave Murray, Steve Harris, Dennis Stratton e Paul Di'Anno ( Virginia Turbett / Redferns via Getty Images) / Rolling Stone Brasil

Em entrevistas recentes, o guitarrista revelou que a sua ligação com a música da banda é muito mais forte com os clássicos mais simples e diretos do início da carreira. As composições complexas e longas das últimas décadas não o atraem.

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Para Stratton, o distanciamento começou com um dos álbuns mais aclamados pelos fãs que curte o viés "progressivo" do Maiden: Seventh Son of a Seventh Son (1988). O músico, por sua vez, admitiu que não é fã da canção que nomeia o disco por considerá-la exagerado.

Em declaração ao podcast Slowhands Rock Talk Show e transcrita pelo site Ultimate Guitar, durante a qual comentou o setlist da atual turnê Run for Your Lives, ele disse:

"Não sou muito fã da música 'Seventh Son of a Seventh Son' porque acho que ele se desvia um pouco. E com as guitarras duelando uma contra a outra, com afinações diferentes... Não suporto todas aquelas notas estranhas que são tocadas. Acho muito longo. 'Rime of the Ancient Mariner' (faixa do álbum Powerslave presente no setlist) é uma música longa, mas tem dinâmica. É teatro, sabe, os efeitos sonoros e tudo mais. Mas no lugar de 'Seventh Son of a Seventh Son', eles poderiam ter colocado mais duas ou três músicas típicas dos dois primeiros álbuns, e esse repertório acabaria com qualquer coisa no mundo."

O guitarrista também não poupou críticas a trabalhos mais recentes, como The Final Frontier (2010) e The Book of Souls (2015). Stratton descreveu tais álbuns como "um pouco sem graça" e "monótonos", argumentando que a qualidade das composições sofreu em comparação com o que a banda criou no seu auge inicial.

Dennis Stratton segue fã de Iron Maiden

Apesar das críticas aos discos de estúdio, Dennis Stratton continua a ser um espectador dos shows da banda. Recentemente, em 2025, ele esteve presente em apresentações na Finlândia e na Inglaterra, onde chegou a elogiar a qualidade sonora e a performance vocal de Bruce Dickinson, afirmando que foi o melhor som que já ouviu num concerto do grupo.

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Contudo, o músico notou uma diferença clara na reação do público (via site Igor Miranda):

"No exato minuto em que eles tocam coisas como a música 'Iron Maiden', ou qualquer coisa dos dois primeiros álbuns deles, a plateia simplesmente se anima."

Mesmo com as divergências musicais, Stratton mantém uma relação de amizade com os antigos colegas. Ele não esconde que abrir ou tocar uma última vez com a banda ainda faz parte da sua "lista de desejos" antes de se retirar dos palcos.

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