Por Zudizilla
Existe uma diferença grande entre música pensada para atravessar o corpo e música criada apenas para alimentar algoritmos. Nem tudo que viraliza permanece, nem tudo que performa rápido constrói memória.
Dia desses estava mediando uma conversa sobre o assunto como um todo com grandes frentes da indústria da música e, desde então, tenho pensado ainda mais sobre o assunto. A sensação que tenho é que vivemos um momento em que muita gente cria já pensando na reação imediata, no corte de quinze segundos, na possibilidade da dancinha, na validação rápida. E isso muda a relação das pessoas com a própria criação artística.