Fenômeno da noite paulistana com ritmos como pagodão baiano e forró, o cantor Rom Santana estreia no Coala Festival em 13 de setembro de 2026, no Memorial da América Latina, com participação de Edmilson dos Teclados. Nascido na Bahia e ex-pizzaiolo, o artista de 32 anos consolidou sua carreira nas ruas do Bixiga. Em ascensão nos grandes palcos, o cantor prepara seu primeiro álbum autoral, produzido por Iuri Rio Branco, e planeja novas edições do Baile do Felino e de seu trio no Carnaval.
As noites paulistanas atendem por um nome e um sobrenome: Rom Santana. Se quiser ir ainda mais longe, dá para citar até alguns dos apelidos que o acompanham. "O Felino", "Príncipe do Bixiga" ou, o mais recente na hierarquia da realeza, o "Rei do Centro de São Paulo".
Há pouco mais de dois anos, o cantor, nascido no interior da Bahia, despontou e se consolidou como um fenômeno nas ruas da maior cidade do país, cantando piseiro, brega, forró, arrocha, reggae, axé e vários outros ritmos dançantes.
O sucesso agora sai das ruas e ocupa diretamente um dos mais importantes e prestigiados festivais de música do Brasil. Pela primeira vez, Rom Santana vai se apresentar no Coala Festival, evento que ocorre no Memorial da América Latina, em São Paulo, e, em 2026, alcança sua 12ª edição. O Felino vai se apresentar no domingo, 13 de setembro, trazendo consigo seu vasto repertório.
O ponto alto é o pagodão baiano, resgatando sucessos de bandas e artistas como LevaNóiz, La Fúria, J. Eskine e Léo Santana.
Além dos grandes sucessos, Rom vai dividir o palco do Coala fechando um dueto com o cantor Edmilson dos Teclados. "Para mim é uma satisfação enorme. Nunca imaginei que, quando comecei a cantar, iria um dia chegar em um dos mais importantes festivais do país", fala o artista baiano, orgulhoso.
A trajetória pelos grandes palcos brasileiros vem se consolidando nos últimos meses. Rom já se apresentou em festivais como o Nômade, Batekoo, Festival da Lua Cheia, da Virada Cultural de São Paulo e já tem agenda fechada para tocar no Tusca, festival universitário da Universidade de São Carlos.
"Apesar de ter entrado nesse circuito dos grandes festivais, continuo mantendo a mesma estrutura dos meus shows que estourou nas ruas de São Paulo, principalmente nos bairros do Bixiga e da Barra Funda. Um show dançante, envolvente e que faz todo mundo aproveitar", revela a fórmula.
O ano de 2026 tem sido especial para o Rei do Centro de São Paulo. Ele prepara a gravação do seu primeiro álbum, priorizando apenas músicas inéditas e autorais, além de contar com grandes parcerias artísticas. O projeto é conduzido por Iuri Rio Branco, que já produziu cantoras como Anitta, Liniker, Alice Caymmi, Rachel Reis e Marina Sena.
"Não posso antecipar muita coisa do novo disco porque ainda estamos fechando os últimos detalhes. Então, muita coisa ainda é segredo. Mas posso garantir que o público vai adorar, porque é uma continuidade de tudo que viemos fazendo nos últimos meses", aponta.
Rom Santana também se dedica ao Baile do Felino, que acontece uma vez a cada sexta-feira por mês, no Mundo Pensante - um espaço cultural no tradicional bairro do Bixiga. O projeto já completou um ano e, em janeiro de 2027, o Baile do Felino vai ganhar uma edição comemorativa, antecipando o pré-carnaval.
Em 2027, repetindo o que já aconteceu este ano, Rom Santana vai puxar um trio elétrico pelas ruas do Bixiga, arrastando uma multidão de felinos e felinas. "O Carnaval tem tudo a ver com meu som, meu tipo de público e a proposta de show que quero fazer. Em 2026, já foi ótimo, mas agora queremos ampliar esse espaço, com mais tempo, organização e conforto para os foliões", enfatiza.
História
Rom Santana tem 32 anos e nasceu em Iramaia, cidade localizada na região da Chapada Diamantina, na Bahia. Filho caçula em uma família com mais dois irmãos, se mudou para São Paulo em 2011, aos 16 anos, para trabalhar como pizzaiolo.
Depois que sua moto foi furtada, resolveu se dedicar à sua grande paixão: a música. E foi recompensado por tamanha ousadia. Rapidamente começou a fazer sucesso na Rua 13 de maio, no Bixiga, ganhando a alcunha de 'Rei da 13'.
Nascido como Romário Silva Ramos, em homenagem ao atacante Romário, craque da Copa de 1994, o cantor resolveu adaptar seu nome de batismo para o apelido Rom. O Santana veio em homenagem a Léo Santana, seu grande ídolo, e ícone do pagode baiano.
Já a alcunha de Felino surgiu em função do signo. Como nasceu regido pelo Sol de Leão, Rom resolveu brincar com essa história e passou a se denominar assim. A brincadeira ganhou força e passou a designar também os fãs de Rom ("os felinos e as felinas").
Durante os shows, Rom sempre pede que o público erga as mãos e contraia os dedos, simulando uma garra. O pedido é prontamente atendido, mostrando a sintonia entre artista e público.