Entenda por que Alexandre Pires entrou na mira da PF

Polícia Federal investiga movimentação de R$ 31 milhões em suposto esquema de cassiterita ilegal da Terra Indígena Yanomami

24 set 2026 - 14h22
Resumo
A Polícia Federal deflagrou a 2ª fase da Operação Disco de Ouro, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro superior a US$ 48 milhões ligado ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. O cantor Alexandre Pires e sua empresa foram apontados no núcleo financeiro por supostamente receberem repasses milionários suspeitos. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens. A defesa do artista nega qualquer envolvimento com atividades ilícitas ou extração mineral.
Entenda por que Alexandre Pires entrou na mira da PF
Entenda por que Alexandre Pires entrou na mira da PF
Foto: The Music Journal

O cantor Alexandre Pires é novamente alvo de uma investigação da Polícia Federal, que nesta quarta-feira (23) deflagrou a segunda fase da Operação Disco de Ouro. A ação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro, ligado à comercialização ilegal de cassiterita extraída da Terra Indígena Yanomami, localizada em Roraima. Não foram emitidos mandados de prisão nesta etapa da operação.

De acordo com o site OFuxico, a investigação da PF incluiu Alexandre Pires e sua empresa, A. P. N. , no que foi denominado de "núcleo financeiro" do esquema.

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050 ao cantor e à sua produtora. Desse montante, R$ 21,25 milhões teriam sido destinados diretamente ao artista.

A A. P. N. , empresa de Alexandre Pires, teria recebido R$ 5,351 milhões do total apurado.

050 da empresa americana Empire Strong para a produtora. A Polícia Federal busca determinar se essas movimentações financeiras tiveram o objetivo de ocultar ou dissimular recursos ilícitos.

Entre os alvos da operação também estão os empresários Diego Possebon e Matheus Possebon. Matheus era o empresário de Alexandre Pires, e sua relação profissional com o cantor era limitada à intermediação de shows, conforme a defesa. A investigação aponta Diego Possebon como um dos principais operadores do grupo, que utilizava licenças de lavra de outras áreas para legalizar o minério.

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Nesta fase da operação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, além de 17 ordens judiciais para sequestro de bens e valores. A Polícia Federal informou que os recursos investigados no esquema ultrapassam US$ 48 milhões.

A nova etapa da Disco de Ouro aprofunda as apurações sobre mecanismos usados para movimentar recursos por meio de empresas nacionais e estrangeiras e operações financeiras internacionais.

A defesa de Alexandre Pires negou qualquer envolvimento do cantor com garimpo ou extração de minério, especialmente em áreas indígenas. Os advogados afirmaram que o artista foi surpreendido pelos desdobramentos da operação e refutaram que ele tenha cometido qualquer ilícito. A investigação busca esclarecer a origem e o destino dos valores movimentados.

Os envolvidos, caso os fatos sejam comprovados e conforme a participação individual, poderão responder por crimes como lavagem de capitais, organização criminosa, falsidade ideológica e operação irregular de instituição financeira.

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A apuração também identificou o uso de transferências internacionais e sistemas informais de compensação financeira para dificultar o rastreamento dos recursos.

The Music Journal Brazil
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