Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes lançaram nesta terça-feira "Vice-Versa", o primeiro álbum gravado em dupla pelos artistas após mais de trinta anos de diálogo criativo. Idealizado após uma apresentação conjunta no Coala Festival em 2024, o projeto autoral traz faixas inéditas que transitam entre o samba, o rock e a timbalada. Lançado pela Universal Music, o trabalho explora contrastes, dualidades e insubmissão em um repertório sofisticado focado na força transformadora da canção.
Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes lançam nesta terça-feira (22) Vice-Versa, seu primeiro álbum em dupla, já disponível nas plataformas digitais. O trabalho é fruto de mais de três décadas de diálogo artístico, transformando afinidades e contrastes em um repertório de novas canções, descritas como sofisticadamente simples e inquietas.
Apesar da longa história de colaborações, que inclui participações em shows, festivais, livros e conferências, esta é a primeira vez que os dois gravam um disco juntos.
O conceito de "lá" revisitado em Vice-Versa, como na canção "Por ti, por mim, por nós", na qual Calcanhotto e Antunes cantam "de lá do fim do mundo eu vim/ só pra te ver sorrir", reflete uma utopia da canção como força transformadora. As composições do álbum se manifestam através da alegria, revolta, consciência e simpatia, tornando a elegância e a precisão acessíveis.
A ideia do álbum surgiu após o primeiro show conjunto da dupla, realizado no Coala Festival, em São Paulo, em 2024. O desejo de estender o encontro para uma turnê e a vontade de criar um repertório inteiramente novo, composto em parceria, levaram ao nascimento de Vice-Versa.
O título do disco traduz a essência do trabalho, explorando sentidos opostos e complementares. A canção "Agora Juntos", a única do álbum não cantada em uníssono, exemplifica essa dualidade com versos como "lento e rápido", "cais e caos", "lixas e veludos", "graves e agudos" e "claro e escuro", questionando a existência de um sem o outro.
As canções de Vice-Versa apresentam um ethos de insubmissão, com arranjos variando do samba ao rock e à timbalada. Letras como "Todo mundo tá falando o que é melhor pra mim" e "só eu sei o que eu tô pensando" em "Na Minha Carne Viva" expressam uma busca por autonomia e introspecção, ecoando em faixas como "Também Capaz" e "As Bancas de Jornais".
Faixas como "Na Minha Carne Viva", "Também Capaz", "As Bancas de Jornais", "Não Me Dão" e "Não Me Deu" utilizam enumerações e repetições para chocar com o excesso de informações e opiniões.
Paulo Lima, presidente da Universal Music Brasil, celebrou o lançamento:
"Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes construíram trajetórias únicas na música brasileira, sempre colocando a palavra, a canção e a experimentação no centro de suas obras. São mais de três décadas de encontros, admiração e diálogo artístico. 'Vice-Versa' nasce dessa história compartilhada, mas com os olhos voltados para o futuro, a partir da decisão de criar, juntos, um repertório inteiramente novo, do zero."
Lima acrescentou sobre a importância do projeto para a gravadora:
"Para a Universal Music Brasil, é um privilégio lançar um álbum dessa dimensão artística e colocar a força e a estrutura da maior companhia de música do mundo a serviço de um projeto tão brasileiro, autoral e relevante. 'Vice-Versa' traduz muito do que acreditamos: grandes artistas nunca deixam de criar, de se desafiar e de abrir novos caminhos. É assim que a música segue em frente."
Confira: