O Nine Inch Nails encerrou sua turnê "Peel It Back" nesta segunda-feira (16) com uma apresentação marcante em Sacramento, nos Estados Unidos, transformando o Golden 1 Center em palco de uma experiência quase transcendental.
A excursão começou em setembro de 2025 e totalizou 63 datas, mas a mais polêmica foi em Tulsa, Oklahoma, no dia 27 de fevereiro. Na ocasião, Trent Reznor insinuou que a banda se afastaria dos palcos ao final da turnê; no entanto, durante os momentos finais da performance de ontem na Califórnia, o vocalista falou mais sobre o futuro do NIN.
Ao se dirigir à plateia, Reznor disse que foi mal interpretado e que a banda não deve encerrar suas atividades, mas sim entrar em hiato por um tempo que nenhum deles ainda sabe exatamente como mensurar (via UCR):
"Como alguns de vocês já devem saber, este é o último show da turnê. E para deixar claro, acho que disse algo outro dia que foi mal interpretado e não necessariamente era verdade. O que eu disse foi: este é o último show desta turnê, e não temos nenhum show agendado, nem planos de agendar shows para o futuro. Isso não significa que não possamos fazer outra turnê. Podemos fazer outra turnê. Não será no mês que vem, não será este ano. Eu nunca disse que iríamos parar intencionalmente, e nunca quis dizer isso. Mas, para ser sincero, ficamos um tempo sem fazer turnê antes desta porque, francamente, eu não sabia se conseguiríamos fazer um bom trabalho, se ainda importava e se realmente sentíamos que tínhamos algo a dizer. E a combinação desta banda, desta equipe e de muito trabalho duro resultou em um show do qual me orgulho muito. Agradeço a todos por terem vindo e comparecido. Agradeço muito. Isso nos faz sentir que temos um propósito."
A gente torce para que eles voltem assim que possível, né?
Como foi o último show da turnê do Nine Inch Nails?
A noite passada em Sacramento começou de forma intimista, com Trent Reznor sozinho em um palco secundário montado no centro da arena. Ao piano, ele conduziu uma versão hipnotizante de "Something I Can Never Have", faixa do álbum de estreia Pretty Hate Machine, lançado em 1989. A interpretação estabeleceu o tom para o restante do espetáculo.
Gradualmente, os demais integrantes se juntaram a Reznor no palco, ampliando a intensidade com "Non-Entity" e "Piggy (Nothing Can Stop Me Now)". Um solo explosivo do baterista Josh Freese serviu de transição para a mudança ao palco principal, onde a banda mergulhou de vez na energia com "Wish", clássico de 1992.
A partir daí, a performance seguiu por faixas como "March of the Pigs", "Find My Way" e "Copy of A", que vieram acompanhadas de uma elaborada combinação de fumaça e luzes coloridas, criando um ambiente quase alienígena. Os efeitos visuais e abstratos pareciam envolver a banda, intensificando a atmosfera imersiva da apresentação.
Em um movimento que reforçou a proposta cênica da turnê, o grupo retornou ao palco secundário para um novo bloco de músicas. Nesse momento, o single "As Alive As You Need Me to Be", vencedor do Grammy, se destacou no repertório, além de uma versão reinventada de "Closer", com novos contornos sonoros e performáticos.
O encerramento aconteceu no palco principal, com uma sequência de clássicos como "The Perfect Drug", "The Hand That Feeds" e "Head Like a Hole". Para fechar a noite, a escolha foi "Hurt", interpretada de forma assombrosamente bela e acompanhada em coro pelo público, que respondeu com aplausos intensos ao final.
Confira alguns vídeos do show logo abaixo!
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