Enquanto a tecnologia avança sobre territórios antes reservados à experiência humana, a Papangu tornou o medo da perda de humanidade matéria-prima para sua música.
Em Celestial, terceiro álbum da banda paraibana, rituais de proteção do corpo e do espírito servem como ponto de partida para uma reflexão sobre a relação entre o homem e a inteligência artificial, além da discussão a respeito da necessidade de reafirmar aquilo que ainda nos torna humanos.
O disco expande a imagética nordestina que atravessa a trajetória da Papangu e constrói um universo próprio a partir de ritmos tradicionais, referências à literatura de cordel, às artes audiovisuais, à literatura modernista e ao realismo mágico.