Jorge Messi, pai e representante de Lionel Messi, morreu na noite desta sexta, 7, em um hospital de Rosário, na Argentina. Ele tinha 68 anos e enfrentava uma longa doença. A informação foi divulgada pelo portal argentino Infobae. Jorge Horacio Messi era uma das figuras mais próximas do craque e, além de pai, atuava como agente e gestor de negócios do jogador, acompanhando de perto tanto a carreira esportiva quanto o império comercial construído pelo argentino fora dos gramados.
A saúde de Jorge virou assunto público durante a Copa do Mundo, em junho. No dia 16, logo após a estreia da Argentina no Mundial, com uma goleada sobre a Argélia, o camisa 10 foi visto chorando ao apito final. Questionado sobre a emoção, ele foi direto: "Por que eu estava chorando? Não tinha absolutamente nada a ver com futebol. Passei alguns dias difíceis". Os comentários geraram especulações imediatas sobre o estado de saúde do pai, levando a família a divulgar um comunicado. "Jorge Messi está enfrentando problemas de saúde. Está sob supervisão médica e se recuperando bem", dizia o texto, pedindo respeito à privacidade da família.
No fim de julho, Messi ficou fora do All-Star Game da MLS, presumivelmente para visitar o pai em Rosário. Poucos dias depois, retornou aos gramados pelo Inter Miami.
A trajetória de Jorge ao lado do filho começou nos primeiros anos da carreira de Messi, como um apoio absoluto. Quando Lionel ainda era criança e foi para a Espanha para se juntar ao Barcelona, o pai o acompanhou nos primeiros meses, enquanto o restante da família permaneceu em Rosário. Foi Jorge quem tomou a decisão corajosa de levar o filho à Europa, quando nenhum clube argentino queria custear o tratamento de crescimento de que o garoto precisava.
O contrato histórico com o Barcelona foi firmado em um guardanapo, em 14 de dezembro de 2000, no Club de Tenis Pompeia, com o então diretor esportivo Carles Rexach. A partir dali, Lionel entrou para a La Masia e se tornou o maior jogador da história do clube, com 672 gols em 778 partidas, ambos recordes absolutos. Com o crescimento da carreira do filho, o papel de Jorge também evoluiu: de pai presente nos bastidores a empresário central nas principais decisões profissionais do craque, sempre mantendo um perfil discreto diante das câmeras.
Jorge Messi deixa a esposa, Cecilia, os filhos Lionel, Rodrigo e Matias, a filha Maria Sol e vários netos. Em uma entrevista ao portal Soho, em 2012 (via O Globo), ele revelou que a família chegou a considerar voltar à Argentina por problemas de documentação nos primeiros anos em Barcelona, e que foi o próprio Lionel, ainda criança, quem pediu para ficar. "Eu perguntei para ele, e o Lionel pediu para continuar na Espanha", contou.