A genialidade musical de Roger Waters costuma ser lembrada com a mesma intensidade que suas falas polêmicas e suas críticas diretas a outros artistas.
O músico, que quando estava à frente do Pink Floyd contribuiu com obras emblemáticas como The Dark Side of the Moon (1973) e The Wall (1979), mostrou ao longo de sua carreira que não pensa duas vezes antes de dividir abertamente suas opiniões, que muitas vezes ultrapassam limites e refletem o tamanho do seu ego.
Embora seja compreensível sua aversão por alguns de seus antigos companheiros de banda e pioneiros do punk, que também não esconderam seu desafeto mútuo por Waters, algumas declarações soam mais provocativas do que necessárias, sugerindo, em certos momentos, uma sensação de inveja ou ignorância.