Na contramão da IA, nova geração da MPB transforma processo criativo artesanal em marca autoral

Enquanto a inteligência artificial acelera a produção musical, artistas como Pedro Emílio e Lucas Felix apostam no tempo da criação humana, da composição à identidade visual dos álbuns

7 jul 2026 - 17h13

A inteligência artificial nunca esteve tão presente na indústria da música. Ferramentas capazes de escrever letras, criar melodias, produzir arranjos, reproduzir vozes e até finalizar músicas completas já fazem parte da rotina de artistas, produtores e gravadoras. Mais recentemente, um estudo do Berklee College of Music revelou que 32,5% dos músicos já utilizam IA para desenvolver ideias iniciais, criar melodias ou gerar referências que depois são retrabalhadas no processo criativo.

Na contramão da IA, nova geração da MPB transforma processo criativo artesanal em marca autoral
Na contramão da IA, nova geração da MPB transforma processo criativo artesanal em marca autoral
Foto: Tenho Mais Discos Que Amigos!

Ao mesmo tempo em que a tecnologia passa a integrar cada vez mais a produção musical, uma parte da nova geração da MPB faz um movimento diferente: desacelerar.

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Em vez de utilizar ferramentas para automatizar etapas da criação, artistas como Pedro Emílio e Lucas Felix têm escolhido investir justamente nos processos que exigem mais tempo - escrever a partir de experiências pessoais, construir álbuns conceituais, reunir músicos em estúdio, participar diretamente da produção musical e desenvolver cada detalhe da identidade artística dos projetos.

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