O ator e cantor Diego Martins, de 29 anos, lançou na última semana sua mais nova aposta: o single Tatuagem (Toma Lapada), uma colaboração com MC GW e Pocah. Em entrevista exclusiva concedida ao Terra, o artista contou que o projeto, além de ser o maior e mais caro desde que assinou com a Universal Music, também é o abre-alas de sua nova fase.
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“Eu diria que Tanto foi uma era melancólica e fala um pouco sobre superação, fala de amor. Eu amo falar de amor, mas fala de amor num lugar doído também, sabe? Agora a gente entra numa fase solar, e Tatuagem marca o início dessa fase. Eu quero falar de me sentir bem, de me sentir gostosa, de querer dançar, de querer estar com os amigos, de querer pegar gente, de querer me sentir livre”, iniciou Diego Martins, em tom de empolgação.
Na contramão da indústria fonográfica, que cada vez mais incentiva a produção de visualizers, o artista e a gravadora decidiram entregar um videoclipe, uma decisão arrojada também do ponto de vista financeiro. Questionado se investiu cifras milionárias para realizar o trabalho, ele negou, mas garantiu que gastou uma “pequena fortuna” para colocá-lo na pista.
“É o [projeto] mais difícil, o que levou mais tempo e o mais caro. Com certeza foi o mais caro. Milionário não é, porque eu ainda não estou nesse lugar [de loucura]. Eu ainda não sou doido de fazer isso. Mas é grande. [Quando verem, vocês vão perceber que] isso custou uma grana”, disse Diego, que enfatizou o trabalho de profissionais de renome, como Lennon Silva, Larissa Castilho, Thiago Cauduro, Flávio Verne e Amanda Araújo, entre outros.
O investimento alto no projeto, principalmente na parte visual, é algo que Diego Martins, como artista e seu próprio empresário, pondera cotidianamente.
“É tão gostoso poder ser essa artista e falar: ‘Quero, sim, continuar entregando clipe, sabe?’. Eu acho que, enquanto eu puder investir no visual, [farei isso]. Mas é um desafio também porque, hoje em dia, a gente sempre tem que pensar, de fato, na música como mercado. Eu sou o artista e, ao mesmo tempo, também sou meu próprio empresário, sempre fui, e meu próprio investidor. Então eu me sinto uma mini Anitta, sabe?”, brincou ele, entre risos.
“[Quando digo isso], é coisa de você pensar a sua arte não só como arte, mas como mercado também. Por mim, eu queria só colocar a minha roupa, colocar a minha peruca, ir lá dançar, ir lá cantar. Mas não, tem que pensar em número, tem que pensar em valor, tem que pensar na rentabilidade, no retorno [...] Mas eu sinto prazer no gerenciamento também. Por mais que seja muito cansativo, eu também sinto prazer em saber que estou lá costurando a minha carreira nos bastidores, sabendo que tem dedo meu em cada coisa.”
Poucos dias após o lançamento, Tatuagem (Toma Lapada) chegou a 100 mil visualizações no YouTube, uma marca expressiva para o estilo de consumo atual. No Spotify, são cerca de 61.423 reproduções registradas. Diego ainda não pode garantir mais detalhes sobre a nova fase musical, mas, enquanto isso, os fãs podem continuar dando play no single e, os que ficarem carentes, podem acompanhá-lo como Esteban em Coração Acelerado (Globo).