Considerado um dos principais festivais voltados à música brasileira, o Coala Festival aconteceu no último fim de semana no Memorial da América Latina, zona oeste de São Paulo. Com shows de Criolo, Emicida, João Gomes, Maria Bethânia, Seu Jorge e vários outros artistas, o evento reuniu um público majoritariamente masculino e solteiro.
Segundo dados do Sonora Trends, pesquisa feita pelo Terra/Vivo Ads, o festival de música reuniu um público formado por 53% de homens e 47% de mulheres. Os dados sobre estado civil são os que mais impressionam, pois 79% das pessoas que estavam presentes eram solteiras.
A faixa etária do público do Coala era concentrada entre 21 e 40 anos. As pessoas de 21 a 30 anos representavam 38% do total, seguidas de perto pela faixa etária dos 31 a 40 anos, que representava 35% do público.
As pessoas de 41 a 50 anos eram 16% de quem estava no festival. O público com mais de 50 anos representava apenas 8% do total, e a faixa etária com menor presença no Coala era a de jovens de 18 a 20 anos, que somavam apenas 3%.
Com uma localização próxima ao centro da capital paulista, a maior parte do público do Coala Festival era da Grande São Paulo. No total, 68% das pessoas que foram ao evento moram na região metropolitana, seguidas por 20% do público vindo do interior ou litoral do estado e apenas 12% de outros estados.
Como foi o Coala Festival?
Mesmo com o frio e a chuva, que não deu trégua nos dois dias de Coala Festival na capital paulista, o público não desanimou e soltou a voz para cantar os grandes sucessos do line-up estrelado.
No sábado, 12, o grande destaque foi a apresentação de Maria Bethânia. Ao encerrar a programação, ela fez o gesto de “L” com a mão e declarou: “Eu voto Lula presidente". A reação da maioria do público foi de apoio à declaração. O petista é candidato a reeleição e aparece em empate técnico nas pesquisas com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
No domingo, 13, a responsabilidade de encerrar a noite ficou com Criolo, que fez show comemorativo pelos 15 anos de Nó na Orelha.
Em entrevista ao Estadão, Criolo explicou a escolha. “Esse álbum visita o festival nesse ano por um pedido do próprio festival. Eles tiveram a ideia de celebrar o Nó na Orelha, os 15 anos do álbum. E aí, a partir desse pedido, a gente acolheu e tentou criar o melhor ambiente possível para fazer jus a esse convite.”