A equipe da falecida cantora Dolly Parton trava uma disputa judicial contra Bryan Seaver, sobrinho e ex-chefe de segurança da artista. O ex-empresário Danny Nozell moveu um processo e pediu uma ordem de restrição contra Seaver, acusando-o de assédio moral, coerção e ameaças a funcionários de empreendimentos ligados a Parton através de e-mails agressivos. Seaver nega ter feito ameaças reais, alegando que as mensagens foram descontextualizadas de conversas privadas mantidas durante o luto.
"Vou dedurar todas as empresas parceiras da Dollywood que eu conseguir imaginar", escreveu Bryan Seaver, sobrinho e ex-chefe de segurança de Dolly Parton, em uma série de mensagens agressivas que teria enviado poucos dias antes da morte da cantora. Segundo documentos obtidos pelo Page Six, a troca de mensagens entre Seaver e os integrantes da equipe aconteceu por e-mail em 21 de agosto, Parton morreu em 25 de agosto.
Parte da troca de e-mails, intitulada de "Enc: Carta de Dolly", foi censurada nos documentos. Por isso, não é possível determinar com quem Seaver falava. Segundo o que o conteúdo disponível indica, a conversa tratava sobre a segurança das propriedades de Parton em Nashville, Tennessee.
As mensagens aparecem em meio a uma disputa judicial envolvendo o sobrinho e a equipe da artista. No último mês, Danny Nozell, ex-empresário de Parton, iniciou um processo e solicitou uma ordem de restrição contra Seaver. Ele é acusado de assediar moralmente funcionários que atuavam no SongTeller Hotel e no Dolly's Life of Many Colors Museum, dois empreendimentos dedicados a Dolly Parton. Segundo o empresário, o sobrinho da artista teria interferido nas relações comerciais por meio de "ameaças, intimidação e coerção".
Nas mensagens, Seaver teria escrito, "Oi, Billy. Reclamação recebida. Se você acha que minha linguagem dura é demais para você ou seus fornecedores falidos, espere só até meus advogados começarem a te ferrar". Ainda não se sabe quem seria "Billy", mas entre os funcionários ligados às mensagens estão: Nozell e integrantes tanto da equipe de Parton, quanto da empresa de segurança coordenada por Seaver.
Há trechos em que Seaver se mostra ainda mais agressivo: "vamos jogar bola, seu perdedor de merda. Por que a sua parte neste projeto está sempre uma bagunça e atrasada?". Em outro momento também teria dito, "por favor, com açúcar por cima, vamos à violência legal, seu nerd magro e gordo inútil".
Ainda para "Billy", se referindo a uma empresa de segurança, ele teria dito: "sua empresa de segurança terceirizada (Titan), que você contratou apesar do meu pedido e do pedido de Dolly para que prestassem serviços no hotel, fez uma grande besteira e permitiu que um funcionário fosse agredido"
Seaver nega ter feito ameaças e contestou a interpretação das mensagens no processo. Em entrevista ao TMZ, ele declarou "Nada neste processo constitui ameaça e mantenho a maioria dos comentários que fiz".
"Eu estava conversando francamente e em particular com o Danny [Nozell], que eu achava que era meu amigo, mas ele se considera um gangster. Muitas dessas mensagens são de dois caras tendo conversas raivosas e chorando ao telefone enquanto estávamos de luto", afirmou ainda ao explicar que, para ele, aquelas mensagens faziam parte de conversas particulares.
O sobrinho de Parton solicitou à justiça o adiamento da audiência relacionada a ordem de restrição, alegando precisar de mais tempo para contratar um advogado. A outra parte, porém, solicitou que a ordem temporária fosse transformada em uma medida de maior duração.