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As críticas de Roger Waters a outros artistas

Do U2 a Drake, passando por Black Sabbath e Sex Pistols, o cofundador do Pink Floyd distribuiu opiniões sem filtro ao longo de décadas

13 out 2026 - 12h20
Resumo
Conhecido pela franqueza ácida, o músico Roger Waters acumula décadas de críticas a grandes nomes da música. O ex-Pink Floyd já declarou ser mais importante que astros modernos como Drake e The Weeknd, acusou o U2 de copiar suas ideias e descartou vertentes do rock pesado representadas por AC/DC, Van Halen e Black Sabbath. Waters também desdenhou do impacto dos Sex Pistols e direcionou constantes ataques à continuidade do próprio Pink Floyd após sua saída do grupo.

Roger Waters nunca teve dificuldade em dizer o que pensa. Em 2022, durante a turnê This Is Not a Drill, o cofundador do Pink Floyd concedeu uma entrevista ao jornal canadense Globe and Mail. Questionado por um jornalista sobre a ausência de cobertura do show, Waters descobriu que o repórter havia sido escalado para cobrir uma apresentação de The Weeknd na mesma noite. A resposta virou manchete: "Não tenho ideia de quem é The Weeknd, porque não ouço muita música. Com todo o respeito a The Weeknd, a Drake ou a qualquer um deles, sou muito, muito, muito mais importante do que qualquer um deles jamais será, por mais bilhões de reproduções que tenham", disse.

Roger Waters em 2023
Roger Waters em 2023
Foto: Jim Dyson / Getty Images / Rolling Stone Brasil

O comentário não foi um episódio isolado, mas parte de um padrão que se repete há décadas. Confira abaixo os oito artistas que já receberam críticas do músico britânico:

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The Weeknd

Na entrevista à Globe and Mail, em 2022, Waters afirmou não saber quem era The Weeknd — mas, logo em seguida, mostrou que sabia que o show do artista havia sido cancelado naquela noite, o que enfraqueceu um pouco a pose de completo desconhecimento. "As pessoas me disseram que ele é um grande artista", concedeu. A provocação principal, porém, foi a comparação direta: para Waters, nenhum número de reproduções muda quem realmente importa na história da música.

Drake

Assim como The Weeknd, Drake foi mencionado na entrevista à Globe and Mail, em 2022, sem ter falado sobre Waters. O músico afirmou que não se tratava de um ataque pessoal, mas a frase "sou muito, muito, muito mais importante do que qualquer um deles jamais será" deixou pouco espaço para interpretações. Waters considera irrelevante o número de reproduções diante do impacto duradouro de álbuns como The Dark Side of the Moon (1973) e Wish You Were Here (1975).

U2

O caso mais conhecido envolve o U2. Em entrevista à Rolling Stone, em 2019, Waters relembrou a recepção fria de Bono ao álbum The Wall (1979), do Pink Floyd. Segundo ele, a banda irlandesa acabou adotando o mesmo tipo de grandiosidade que havia criticado quando surgiu a oportunidade. "Lembro que, quando fizemos The Wall, fomos criticados por Bono. O U2 era uma banda muito jovem e vivia dizendo: 'Ah, não suportamos todo esse teatro do Pink Floyd. Nós apenas tocamos nossa música'", contou. "Tudo o que fizeram pelo resto da carreira foi copiar o que eu estava fazendo e continuar fazendo".

AC/DC

Em conversa com Joe Rogan (via Guitar.com), Waters descartou o AC/DC com a mesma franqueza que costuma demonstrar ao falar de boa parte do rock pesado: "Não me interessa rock 'n' roll barulhento. Não dou a mínima para AC/DC, Eddie Van Halen ou qualquer coisa assim".

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Van Halen

Ao falar de Van Halen, Waters adotou um tom um pouco mais diplomático, mas igualmente definitivo. Reconheceu que Eddie Van Halen provavelmente era um guitarrista brilhante, mas concluiu: "Simplesmente não me interessa".

Sex Pistols

Para Waters, em outra entrevista à Rolling Stone, os Sex Pistols eram uma criação fabricada — "tentando apenas fazer barulho" — e administrada por alguém que vendia "roupas ridículas" em uma loja. Ele também observou, com ironia, que a morte de Sid Vicious ajudou a eternizar o grupo: "E aí um deles morreu, então você tem aquela coisa icônica que continua viva. Se alguém morre, isso é sempre ótimo. Exceto para ele, obviamente". Seu ex-companheiro de banda David Gilmour discordou dessa leitura radical. Para ele, o punk trouxe contribuições importantes ao rock, ainda que não tenha sido relevante para o Pink Floyd.

Black Sabbath

O Black Sabbath recebeu uma das críticas mais duras, especialmente após a morte de Ozzy Osbourne, em julho de 2025. Questionado sobre o cantor pelo The Independent Ink, Waters respondeu: "Não dou a mínima para o Black Sabbath, nunca dei. A música, não tenho ideia. Não poderia me importar menos." A declaração provocou uma reação imediata da família: Sharon Osbourne escreveu nas redes sociais que Waters deveria "pular na água com um tijolo amarrado no pescoço". Em resposta, ele disse que preferia ignorá-la.

Pink Floyd

A relação de Waters com o Pink Floyd depois de 1985 merece um capítulo à parte. Ao deixar a banda naquele ano, ele acreditava que o grupo encerraria as atividades. Quando David Gilmour e Nick Mason decidiram continuar usando o nome, Waters foi à Justiça para tentar impedir o uso da marca, argumentando que o grupo era uma "força criativa esgotada". Perdeu a disputa judicial após dois anos. Sobre The Division Bell (1994), último álbum de estúdio lançado pelo Pink Floyd sem sua participação, declarou: "É simplesmente um absurdo do começo ao fim." Waters também afirmou que nunca se sentiu feliz ao lado dos outros integrantes e os descreveu como "tóxicos".

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