Antonia Fontenelle registrou um boletim de ocorrência e acionou a Justiça contra a influenciadora Jenny Prioli após ofensas direcionadas ao seu filho de 10 anos em uma transmissão ao vivo. A ação inclui medidas cíveis e criminais por injúria e preconceito, além de pedidos para que o Google remova o canal da youtuber e para que internautas envolvidos nos ataques sejam identificados. O caso corre em segredo de justiça para proteger a criança, e a família pediu que o conteúdo não seja compartilhado.
Antonia Fontenelle decidiu levar à Justiça a polêmica envolvendo a influenciadora digital Jenny Prioli. Segundo informações reveladas pelo colunista Daniel Nascimento, do jornal O Dia, Antonia registrou um boletim de ocorrência na tarde de sexta-feira (9) e adotou três medidas judiciais, sendo uma delas na esfera criminal, após a youtuber fazer comentários ofensivos sobre seu filho, Salvatore, de 10 anos.
Ainda de acordo com o jornalista, uma das medidas envolve um pedido à Justiça para que o Google retire do ar o canal de Jenny Prioli no YouTube, plataforma utilizada pela influenciadora para realizar a transmissão que deu origem à controvérsia.
873 votos na disputa por uma vaga de deputada federal pelo Rio de Janeiro. Durante uma transmissão realizada em 6 de outubro, a influenciadora fez declarações depreciativas envolvendo a criança, o que provocou a reação de Antonia.
Em comunicado encaminhado à coluna Daniel Nascimento, a defesa de Salvatore confirmou a adoção de medidas judiciais e extrajudiciais nas esferas cível e criminal. Segundo a advogada Layane Alves da Silva, responsável pelo caso, as condutas atribuídas à influenciadora foram levadas ao Poder Judiciário, ao Ministério Público e à Polícia Civil.
Os fatos serão apurados sob a perspectiva de possíveis crimes de injúria majorada e de discriminação e preconceito, conforme informou a defesa. As suspeitas ainda dependem de análise pelas autoridades competentes.
Além das providências contra Jenny, os representantes da criança solicitaram a identificação dos internautas que participaram dos ataques por meio de comentários e mensagens no chat da transmissão. Dependendo do envolvimento, essas pessoas também poderão responder civil e criminalmente.
A defesa destacou que os procedimentos tramitam em segredo de justiça por envolverem um menor de idade. Por esse motivo, detalhes das provas e dos pedidos apresentados não serão divulgados.
Os advogados também reforçaram que a notoriedade dos pais não afasta a proteção legal garantida às crianças pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
Por fim, a família pediu que imagens, vídeos e comentários relacionados ao menino não sejam compartilhados novamente, para evitar a continuidade de sua exposição. Antonia e seus representantes informaram que não pretendem fazer novas manifestações enquanto os procedimentos estiverem em andamento.