Em entrevista ao The Times, Roger Taylor e Brian May relembraram o impacto da morte de Freddie Mercury no Queen. Taylor revelou que o baixista John Deacon ficou arrasado e incapaz de lidar com a perda, o que motivou seu afastamento definitivo da música e sua aposentadoria em 1998. May também compartilhou suas batalhas pessoais, relatando sua luta contínua contra a depressão e como busca momentos de felicidade em meio à doença, fator ligado à sua recente decisão de parar de fazer turnês.
A morte de Freddie Mercury em novembro de 1991 representou um momento de desilusão para o Queen, deixando marcas profundas nos integrantes remanescentes; principalmente em John Deacon.
Em uma entrevista recente ao jornal The Times (via Music Radar), o baterista Roger Taylor e o guitarrista Brian May abriram o jogo sobre o impacto da perda do vocalista.
Taylor, especificamente, contou que o baque pela morte de Mercury foi forte demais para Deacon. Ele relembrou que o colega de banda não queria mais se envolver com música a partir de então:
"Isso realmente nos destruiu, e acho que o John Deacon não conseguiu lidar com a situação. Ele ficou totalmente em pedaços. Ele não queria continuar na indústria musical depois daquilo."
A ausência de Freddie Mercury não apenas encerrou a formação clássica do Queen como também afastou definitivamente Deacon dos holofotes e do mercado fonográfico, consolidando uma aposentadoria precoce e a reclusão do baixista sete anos depois, em 1998.
Batalhas pessoais de Brian May
Além de relembrar o impacto emocional em John Deacon, Brian May também abordou suas próprias batalhas pessoais. O guitarrista, que recentemente afirmou ter decidido parar de fazer turnês com o Queen, refletiu sobre sua luta contínua contra a depressão e a busca por momentos de felicidade:
"Bem, eu sofro de depressão. Fui diagnosticado com a doença. A depressão é um animal que vive dentro de você; por isso, a felicidade é encontrada naqueles momentos em que a depressão está escondida num canto. É aí que você vive a vida plenamente — apesar dela ou, talvez, por causa dela."
May acrescentou:
"A depressão está sempre lá e, se eu não tomar cuidado, ela me dá uma rasteira. Só consigo encontrar felicidade em momentos isolados."