Morgan Freeman mergulha no coração do Blues em novo álbum

Lenda de Hollywood narra e produz álbum que celebra 100 anos da alma musical americana

19 jun 2026 - 14h25
Morgan Freeman mergulha no coração do Blues em novo álbum
Morgan Freeman mergulha no coração do Blues em novo álbum
Foto: The Music Journal

Morgan Freeman, a voz inconfundível que embalou gerações no cinema, transcende agora as telas para se aventurar em um projeto musical que promete resgatar as raízes profundas do blues.

O ator, com uma carreira que se estende por mais de seis décadas, assume a posição de produtor e narrador em um álbum que é uma verdadeira odisseia sonora: Morgan Freeman's Symphonic Blues Experience. com">Universal Music, via Decca Records, não é apenas um disco, mas uma declaração artística sobre a resiliência e a riqueza da cultura que deu origem a um dos gêneros mais influentes da música.

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É um reconhecimento profundo ao blues, cuja gênese se encontra nas dolorosas histórias trazidas da África Ocidental e que floresceu no sul dos Estados Unidos, tornando-se um poderoso testemunho do espírito humano.

Uma convocação de talentos do blues

Para dar vida a essa visão, Freeman reuniu um elenco estelar de músicos, conectando lendas do blues com talentos contemporâneos. Nomes como Taj Mahal, Keb' Mo' e Shemekia Copeland emprestam suas vozes e instrumentos a este projeto ambicioso. O álbum traça uma linha do tempo musical, começando com a icônica Dark Was the Night, Cold Was the Ground de Blind Willie Johnson, e explorando a evolução do blues desde o Delta do Mississippi com releituras de clássicos como The Thrill Is Gone e Traveling Riverside Blues.

A narrativa culmina em um momento de puro simbolismo: um cover da faixa I Lied to You do filme The Sinners, indicada ao Oscar. Essa escolha não é aleatória; ela fecha um ciclo, reconhecendo como o filme e sua trilha sonora reintroduziram o misticismo do blues a uma audiência mais jovem e vasta.

Em uma homenagem ao Juneteenth, data que celebra a libertação dos últimos escravos nos Estados Unidos, Freeman apresentou o álbum com o lançamento da versão de Taj Mahal para Death Letter Blues, originalmente de Son House. A performance de Mahal, com seus vocais e slide guitar, é elevada por uma seção de cordas cinematográfica, criando uma atmosfera que é ao mesmo tempo crua e majestosa.

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Freeman compartilha a profunda conexão pessoal com o gênero: "Ouvi o blues pela primeira vez na varanda da minha avó no Delta do Mississippi, e ele nunca me deixou". Ele ressalta a importância de Son House como um dos grandes "contadores da verdade" dessa tradição e elogia Taj Mahal por carregar essa tocha.

Eric Meier, produtor do álbum, ecoa o sentimento de Freeman, afirmando que "essa música nasceu da mesma história que o Juneteenth comemora". A gravação, realizada nos lendários Royal Studios e Abbey Road, com Taj Mahal à frente de uma sinfonia completa, é, segundo Meier, algo "inovador e único", um motivo de imenso orgulho para a equipe.

Nascido em Memphis e criado no coração do Delta do Mississippi, Morgan Freeman sempre foi um entusiasta do blues, sendo inclusive coproprietário do Ground Zero Blues Club em Clarksdale, Mississippi. Embora este seja seu mergulho mais profundo no cenário musical, não é sua primeira aparição.

Ele já colaborou com artistas como B.O.B. na faixa Bombs Away em 2012, e atuou como narrador em projetos de Metro Boomin, incluindo o álbum colaborativo com 21 Savage em 2020, Savage Mode II, e novamente em Heroes and Villains de 2022.

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Com este novo empreendimento, Morgan Freeman não apenas adiciona mais uma honraria à sua vasta carreira, mas solidifica seu papel como guardião e promotor de uma das mais autênticas expressões da cultura americana.

The Music Journal Brazil
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