A jornalista e ativista Leonora Áquilla confrontou um grupo de adolescentes após relatar ter sido alvo de transfobia e chacota enquanto fazia compras em um shopping de São Paulo. O episódio foi registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais. Leonora cobrou respeito das jovens, isentou a loja de culpa e alertou que atitudes discriminatórias aparentemente pequenas podem escalar para violências graves contra a comunidade trans, criticando também a hipocrisia de discursos religiosos intolerantes.
Leonora Áquilla relatou ter sido vítima de transfobia durante uma ida ao Shopping Paulista, na capital paulista. Incomodada com o comportamento de um grupo de adolescentes, que estariam rindo dela enquanto fazia compras, a jornalista e ativista decidiu confrontá-las e questionar o motivo das risadas. O momento foi registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais.
Ao compartilhar as imagens, Leonora explicou a razão de sua reação: "Ontem, no Shopping Paulista, eu tive que devolver o constrangimento", escreveu na publicação.
Nas gravações, ela aparece se aproximando das jovens e cobrando uma explicação para a atitude. "Vocês estão rindo do quê? Desde a hora que vocês me viram, vocês estão rindo do quê? Qual é a graça? Explique agora!", questionou.
Uma das adolescentes teria respondido que o grupo estava rindo de uma amiga. Mesmo assim, Leonora continuou a pedir esclarecimentos e criticou a postura das jovens.
"Não é justo eu estar fazendo a minha compra e ser motivo de chacota para vocês. Não é justo. Vocês são jovens e não podem fazer esse tipo de coisa", afirmou.
Ativista alerta para o risco de violência
Em outro momento, Leonora ressaltou que decidiu conversar com as adolescentes, mas destacou que nem todas as pessoas que passam por situações semelhantes teriam a mesma reação.
"Nem todo mundo vai ter a educação que eu estou tendo de conversar, porque isso não se faz", declarou.
Posteriormente, em uma gravação feita em casa, a jornalista voltou a comentar o episódio e explicou que não responsabiliza a Zara pelo ocorrido. Segundo ela, os funcionários da loja a receberam bem, e o problema teria sido causado pela atitude das outras clientes.
Ao refletir sobre a gravidade de comportamentos discriminatórios, Leonora fez um alerta sobre como situações aparentemente pequenas podem evoluir para agressões mais sérias.
"A questão é que tudo começa numa piadinha, numa risadinha e vai terminar num transfeminicídio, numa violência ou numa agressão", afirmou.
Leonora questiona intolerância e cobra respeito
A ativista também usou a publicação para criticar a discriminação contra pessoas trans e questionar discursos religiosos utilizados para justificar atitudes intolerantes.
"Isso aconteceu ontem, dentro da loja Zara, no Shopping Paulista. (…) E é isso que vocês querem para o nosso país? Pessoas sendo humilhadas e maltratadas por serem quem são? Que Brasil é esse?", questionou.
Em seguida, ela criticou a contradição entre a intolerância e os ensinamentos cristãos. "Que amor de Jesus é esse que vocês pregam? Isso não é amor. Está tudo errado e vocês precisam repensar", concluiu.
Assista:
Siga o canal da Contigo no Instagram e fique por dentro das notícias mais bombásticas dos famosos, bastidores da TV e novelas.