Rafa Kalimann revela que induziu o parto da filha e médica alerta: 'Risco'

Rafa Kalimann revela que induziu o parto da filha para encaixar na agenda de Nattan; ginecologista alerta sobre os riscos da decisão

17 mai 2026 - 14h09

A influenciadora Rafa Kalimann gerou debate ao revelar, no documentário Tempo Para Amar, exibido pelo GNT e disponível no Globoplay, que realizou uma indução de parto para garantir a presença do namorado, o cantor Nattan, no nascimento da filha Zuza.

Foto: Mais Novela

"Veio a possibilidade de fazer uma indução de parto para conseguir adaptar a agenda do Nattan. Quando me trouxeram essa possibilidade, que estávamos chegando nas 41 semanas, e precisaria induzir… Para mim faria muita diferença que o Nattan estivesse nesse momento", contou.

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Ela admitiu que a ideia inicial era diferente: "Queria viver a experiência de sentir ela vindo no momento dela, começar a sentir contração em casa. Mas a gente vai chegando no limite de risco para ela."

O relato acendeu um debate importante sobre os limites e riscos da indução do parto. Para o ginecologista e obstetra Dr. César Patez, a prática é válida em contextos específicos, mas exige critério. "A indução do parto é um recurso seguro quando existe indicação médica e avaliação adequada da saúde da mãe e do bebê, principalmente em gestações já próximas ou após 39 semanas. O problema é quando essa decisão acontece por conveniência ou fatores externos sem necessidade clínica real", explica.

O especialista detalha os riscos de antecipar o nascimento sem justificativa médica. "Dependendo da idade gestacional e das condições obstétricas, antecipar o parto pode aumentar o risco de sofrimento fetal, alterações nos batimentos cardíacos do bebê, desconforto respiratório ao nascer e até elevar as chances de uma cesariana de urgência. Além disso, o parto induzido exige monitoramento mais rigoroso porque as contrações costumam ser mais intensas e o organismo da gestante pode não responder da forma esperada", alerta.

Por fim, Dr. Patez reforça que cada caso precisa ser tratado de forma individual. "Cada gestação precisa ser avaliada individualmente, porque o mais importante sempre deve ser a segurança materno-fetal e não apenas questões de agenda ou planejamento pessoal", conclui.

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