A cantora Gretchen, de 66 anos, abriu o coração com os seguidores ao revelar que enfrenta alopecia androgenética desde 2024 e que uma micropigmentação capilar realizada há cerca de três anos para disfarçar as falhas acabou piorando o quadro. Sem rodeios, ela apareceu nas redes sociais sem prótese capilar e exibiu o estado real do couro cabeludo.
"Nem toda mulher tem coragem de se mostrar sem mega hair, principalmente quem tem alopecia, mas eu não me importo. Faço questão que as pessoas vejam a realidade do meu cabelo e como cuido dele", declarou.
A cantora relatou que o cabelo já está voltando a crescer, mas que encontrou nas próteses capilares,similares às usadas por pacientes em quimioterapia, uma solução mais confortável e prática para o dia a dia. "O cabelo está crescendo, mas agora estou optando por outras alternativas. Chega um momento em que você precisa se conscientizar do problema e encarar da melhor forma", afirmou.
O caso acende um alerta importante sobre os limites da micropigmentação em pacientes com queda ativa. Para o Dr. Vlassios Marangos, especialista em transplante capilar e queda de cabelo, o procedimento exige cautela redobrada em determinados perfis.
"A micropigmentação no couro cabeludo exige muito cuidado em pacientes com alopecia ativa, principalmente nos casos inflamatórios ou de maior sensibilidade cutânea. Embora o procedimento seja frequentemente utilizado para camuflar falhas e criar efeito visual de densidade capilar, as microperfurações feitas pelas agulhas podem desencadear irritação, inflamação local e até agravamento da queda em pessoas predispostas", explica.
O especialista detalha os mecanismos por trás do problema. "Em pacientes com alopecia androgenética, areata ou couro cabeludo sensibilizado, o trauma repetitivo pode ativar processos inflamatórios, provocar dermatites e acelerar o enfraquecimento dos folículos", alerta.
Por isso, ele reforça que qualquer procedimento estético nessa região deve ser precedido de avaliação especializada. "Antes de qualquer procedimento estético, o ideal é que o paciente passe por avaliação com dermatologista ou especialista em transplante capilar, para identificar a causa da queda e evitar intervenções que possam comprometer ainda mais a saúde do couro cabeludo", conclui Dr. Vlassios Marangos.