Tudo o que vem de Maíra Cardi e Thiago Nigro parece marketing para autopromoção e carece de autenticidade.
Mas o recente episódio do refrigerante, mesmo que seja uma ação promocional não declarada, suscita uma reflexão interessante.
A influenciadora teria jogado no lixo a bebida trazida pelo marido. Radical, ela não permite açúcar em casa.
Logo depois, o Primo Rico, como ficou famoso, apareceu num story do Instagram.
Sentado no chão, contemplando a paisagem, tomando goles da latinha inconfundível.
“Um homem bebendo sua coquinha não quer guerra com ninguém”, escreveu.
Uma imagem vale por mil palavras?
Neste caso, vale ainda para reforçar a importância de ser livre.
Livre para pensar, falar, aceitar, recusar, decidir, transgredir, recuar, desistir…
O sabor da liberdade não tem preço. Ou melhor, tem, e é bem caro.
Tomar um simples refrigerante, contrariando a ordem da esposa, parece um gesto banal, mas está carregado de simbolismos.
A publicação não fala, no fundo, de refrigerante. Fala de independência.
Da necessidade humana de preservar pequenos espaços onde ainda seja possível dizer “isso eu escolho”.
A maioria de nós não faz escolhas 100% pessoais.
Está sob a influência ou pressão da família, do patrão, do cliente, do saldo bancário, da moral, do medo, da etiqueta social…
Por isso, quando surge aquela rara oportunidade de escolher com liberdade, o gosto é tão bom.
É o sabor de tomar as rédeas da própria vida.
Ainda que seja apenas para tomar um refrigerante pouco ou nada saudável.
“A escolha é possível, em certo sentido, porém, o que não é possível é não escolher”, afirmou Sartre.
“Eu posso sempre escolher, mas devo estar ciente de que, se não escolher, assim mesmo estarei escolhendo.”
Quem diria, pode haver uma lição de existencialismo numa lata de coquinha.