Conhecido nacionalmente como uma das grandes estrelas do grupo "É o Tchan", Edson Cardoso, o Jacaré, trilhou um caminho bem diferente dos palcos e da televisão há alguns anos. Morando no Canadá ao lado da esposa e dos dois filhos desde 2016, o baiano chegou a tentar a carreira artística no exterior com participações e figurações em séries de TV, mas acabou encontrando estabilidade em outro ramo: a restauração e reforma de residências atingidas por sinistros.
Em entrevista, o ex-dançarino detalhou sua rotina atual no país norte-americano: "Eu trabalho em uma empresa de restauração. O que acontece é que aqui tem muito alagamento nas casas, ou incêndios. E aí, quando acontecem essas coisas, o seguro contata a empresa que eu trabalho e a empresa vai lá e faz a reforma".
Mesmo enfrentando os desafios de ser imigrante, Jacaré se destacou profissionalmente e conquistou um cargo de chefia na corporação: "Hoje, sou supervisor do setor de 'contents', que é o que cuida das coisas dentro da casa: móveis, roupas, tudo. Eu deixo a casa vazia, e depois coloco tudo de volta no lugar. Quer dizer, meu setor, minha equipe".
Além do trabalho com reformas, o ex-global também atua com publicidade voltada para uma empresa que assessora famílias brasileiras interessadas em emigrar para o Canadá - projeto no qual sua esposa, Gabriela Mesquita, atua como consultora.
A saída da TV e a nova vida no Canadá
A decisão de deixar o Brasil começou a tomar forma após o fim de sua trajetória no É o Tchan e o encerramento de seu contrato com a TV Globo em 2010, época em que o humorístico Turma do Didi chegou ao fim. A mudança definitiva ocorreu em 2016, impulsionada pelo fato de uma cunhada já residir no exterior. Em 2023, ele e a família obtiveram a residência permanente.
Em entrevista concedida ao canal Two Canadá, no YouTube, Jacaré explicou os motivos que o levaram a buscar novos horizontes: "Eu já não estava mais no Tchan, estava só na 'Turma do Didi', e minha esposa falou: 'A gente precisa de um plano B', porque essa coisa de todo ano renovar contrato, se eu vou ficar empregado ou não... E a minha carreira como artista depende de sucesso. Dependo que as pessoas gostem de mim para eu poder trabalhar".
Apesar da forte saudade da terra natal, a família encontrou a segurança e a paz que tanto almejavam: "Amo o Brasil, amo o meu Salvador. Mas minha vida está aqui. Eu já construí tudo aqui. Meus filhos são cariocas, nasceram no Rio, mas se dizem canadenses. Aqui foi o meu recomeço".
Ao refletir sobre os pilares que sustentam sua permanência no exterior, ele conclui: "Qualidade de vida. Você trabalha e consegue viver. O poder de compra daqui, e a segurança, que vem em primeiro lugar".
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