O rapper Mauro Davi Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, teve sua situação prisional alterada nesta segunda-feira (4/8). Após uma audiência de custódia que manteve sua prisão, ele foi transferido de uma cela individual para uma cela coletiva na Penitenciária Dr. Serrano Neves, localizada na unidade de segurança máxima Bangu 3, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) confirmou a informação, conforme divulgado pela colunista Mirelle Pinheiro, do site Metrópoles.
Segundo a Seap, a transferência segue o protocolo padrão adotado no sistema prisional, que leva em consideração o perfil do detento. O rapper estava em isolamento desde sua detenção, ocorrida em 22 de julho, e agora dividirá espaço com outros presos. A medida visa, conforme a secretaria, adequar as condições de custódia ao comportamento e à avaliação de risco do interno.
A unidade prisional de Bangu 3 é conhecida por abrigar detentos ligados a uma facção criminosa, cujos líderes permanecem no local. No caso de Oruam, destaca-se a ligação familiar, já que ele é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, apontado pelas autoridades como um dos chefes dessa organização criminosa. Esse fator reforça a complexidade do ambiente em que o rapper agora está inserido.
RAPPER RESPONDE A SETE ACUSAÇÕES
De acordo com o inquérito da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Oruam responde a sete acusações em regime fechado: "tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência qualificada, desacato, dano qualificado, ameaça e lesão corporal". A investigação também indica que o imóvel ligado ao cantor estaria sendo usado para esconder foragidos da Justiça. A defesa do artista foi procurada pelo pela imprensa, mas ainda não se manifestou oficialmente. O espaço permanece aberto para futuras declarações.