Estrelado por Laila Garin, o espetáculo "PIAF - Eu Não Me Arrependo" estreia no Teatro Riachuelo Rio destacando a faceta política e controversa de Édith Piaf durante a ocupação nazista na França. Dirigida por Sergio Módena, a peça aborda o período em que a cantora francesa se apresentou para alemães ao mesmo tempo em que apoiava a Resistência, dualidade complexa que gerou investigações contra ela após a Segunda Guerra Mundial.
Édith Piaf ficou conhecida mundialmente pela voz potente, pelas paixões intensas e por canções icônicas como "La Vie en Rose" e "Non, Je Ne Regrette Rien". Mas existe um detalhe menos confortável de sua vida que volta agora ao centro das atenções com um novo musical protagonizado por Laila Garin: os anos vividos pela cantora durante a ocupação nazista da França.
É essa faceta que "PIAF - Eu Não Me Arrependo" promete explorar. A montagem, dirigida por Sergio Módena e escrita por Newton Moreno e Alessandro Toller, chega ao Teatro Riachuelo Rio neste sábado (10), mesma data associada à morte da cantora, em 1963. A temporada carioca segue até 1º de novembro.
O espetáculo não se limita, segundo sua divulgação, à ascensão artística de Piaf. A página do Teatro Riachuelo destaca também seu envolvimento com a Resistência francesa. Já uma reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em agosto de 2026, afirma que a nova montagem dedica uma parte significativa à dimensão política da cantora durante a ocupação alemã.
"A Piaf é uma figura muito política", afirmou Módena à Folha. Segundo ele, essa dimensão foi pouco explorada em versões anteriores da história da artista e ocupa espaço importante na nova dramaturgia.
Piaf cantou na Alemanha durante a guerra
A história, porém, é mais complicada do que simplesmente separar Piaf entre "aliada" e "inimiga". Durante a ocupação, a cantora fez apresentações na Alemanha. O pesquisador britânico David Looseley, autor de Édith Piaf: A Cultural History, public...
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