Morre Mulher Banana, ícone do funk carioca e primeira trans do movimento

Mulher Banana morre e recebe homenagem de Tati Quebra Barraco; relembre trajetória da artista

31 out 2026 - 12h30
Resumo
Morreu a cantora Julyana Barbosa, a Mulher Banana, ícone do funk carioca projetada pela Furacão 2000 nos anos 2000. Pioneira como uma das primeiras mulheres trans a conquistar reconhecimento no gênero, ela também atuava na proteção animal. A perda foi lamentada por artistas como Tati Quebra Barraco, e a causa da morte não foi divulgada.

A cantora Julyana Barbosa, conhecida pelo público como Mulher Banana ou Garota X, morreu, e a notícia provocou manifestações de pesar entre nomes ligados ao funk carioca. Na manhã deste sábado (31), Tati Quebra Barraco usou as redes sociais para homenagear a artista e recordar sua contribuição para o gênero musical. A causa da morte não havia sido divulgada até o momento da publicação. Em sua mensagem, a funkeira demonstrou tristeza com a perda e escreveu: "Uma grande perda para o mundo do funk! Nossa querida Mulher Banana nos deixou. Descanse em paz! Meus sentimentos à família, aos amigos e a todos os fãs. Que Deus conforte o coração de todos neste momento difícil".

Morre Mulher Banana, ícone do funk carioca e primeira trans do movimento
Morre Mulher Banana, ícone do funk carioca e primeira trans do movimento
Foto: Contigo

Mulher Banana ganhou projeção com a Furacão 2000

A trajetória de Julyana ganhou visibilidade especialmente nos anos 2000, quando esteve ligada à equipe Furacão 2000, importante nome na divulgação e popularização do funk do Rio de Janeiro. A cantora ficou conhecida pela música Mulher Banana, sucesso que acabou se tornando sua principal marca artística e ajudou a consolidar o apelido pelo qual passou a ser reconhecida. Sua presença no cenário musical daquele período fez com que seu nome permanecesse associado a uma fase importante da história do gênero.

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Cantora foi referência de representatividade no funk

Além da música, Julyana Barbosa também teve relevância na ampliação da visibilidade de pessoas LGBTQIA+ no funk carioca. Ela é lembrada como uma das primeiras mulheres trans a conquistar espaço e reconhecimento nesse ambiente musical. Sua contribuição ultrapassou os palcos e também foi lembrada em manifestações culturais, incluindo referências em homenagens relacionadas ao Carnaval e a desfiles da escola de samba Paraíso do Tuiuti.

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Julyana também se dedicava à proteção de animais

Longe da carreira artística, a cantora mantinha uma relação próxima com a causa animal. Julyana cuidava de diversos gatos e se dedicava ao acolhimento dos animais, uma atividade que também fazia parte de sua rotina. A trajetória da artista reuniu música, representatividade e iniciativas pessoais que marcaram sua história.

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