O diretor Nilton Travesso faleceu aos 92 anos em São Paulo, após mais de sete décadas dedicadas à televisão brasileira. Pioneiro na implantação da Record em 1953, ele marcou época com atrações como Família Trapo e os Festivais de MPB. Travesso também teve passagens decisivas pela Globo, Manchete e SBT, participando da criação de sucessos como o Fantástico e a novela Pantanal, além de ter fundado em 2001 sua própria oficina de atores para formar novos talentos da teledramaturgia nacional.
A televisão brasileira perdeu um profissional que ajudou a construir parte de sua memória artística. Nilton Travesso morreu aos 92 anos, depois de mais de sete décadas dedicadas à produção e à direção de atrações que atravessaram diferentes fases da programação nacional. Com passagens por algumas das principais emissoras do país, ele participou de projetos de entretenimento, música e dramaturgia que alcançaram diferentes gerações. O velório será realizado neste sábado (7), das 10h às 17h, na Funeral Home, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo.
Da implantação da Record aos grandes programas musicais
Paulistano, nascido em 20 de maio de 1934, Nilton começou a trabalhar na televisão em 1953, quando integrou o grupo responsável pela implantação da TV Record. Permaneceu na emissora por mais de 20 anos e acompanhou o desenvolvimento de formatos que se tornaram referências da época. Entre os trabalhos dos quais participou estão Família Trapo, O Fino da Bossa, Esta Noite se Improvisa e os Festivais de Música Popular Brasileira. Mais tarde, levou sua experiência para a TV Globo, onde esteve envolvido em atrações de grande alcance, como Fantástico, TV Mulher, Balão Mágico, Som Brasil e Chico Anysio Show.
Diretor também participou de novelas e formou novos artistas
A carreira de Travesso também passou pela extinta TV Manchete, com participação no desenvolvimento de novelas como Pantanal, A História de Ana Raio e Zé Trovão e Kananga do Japão. No SBT, colaborou na estruturação do núcleo de teledramaturgia e esteve ligado a produções como Éramos Seis, As Pupilas do Senhor Reitor e Sangue do Meu Sangue. Além da atuação nos bastidores das emissoras, o diretor investiu na preparação de novos talentos. Em 2001, criou a Oficina de Atores Nilton Travesso, iniciativa voltada à formação de profissionais para o teatro e o audiovisual, ampliando sua contribuição para além dos programas que ajudou a colocar no ar.