Luto na televisão! Morre aos 92 anos nome por trás de programas que marcaram gerações

Nilton Travesso, um dos diretores mais influentes da história da TV brasileira, morreu em São Paulo após complicações de saúde; profissional participou de grandes sucessos da Globo, Record e SBT

6 nov 2026 - 19h14
Resumo
O diretor Nilton Travesso, pioneiro da televisão brasileira, morreu nesta sexta-feira (6), aos 92 anos, em São Paulo, vítima de infecção generalizada. Em mais de sete décadas de carreira, passou por emissoras como Record, Globo, Manchete e SBT, revolucionando a linguagem audiovisual do país. Travesso esteve por trás de marcos históricos como os festivais de MPB dos anos 1960, o programa Fantástico, atrações infantis e grandes novelas, a exemplo de Éramos Seis e Pantanal.

A televisão brasileira está de luto. Nilton Travesso, um dos diretores mais importantes da história do entretenimento nacional, morreu nesta sexta-feira (6), aos 92 anos, em São Paulo. Com uma carreira de mais de sete décadas, o profissional esteve por trás de programas e novelas que conquistaram diferentes gerações de telespectadores.

Nilton Travesso (Reprodução Internet)
Nilton Travesso (Reprodução Internet)
Foto: Contigo

Segundo informações divulgadas pelo SBT, a causa da morte foi uma infecção generalizada. O diretor estava internado no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

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Ao longo de sua trajetória, Travesso acumulou passagens por emissoras como Record, Globo, Manchete, Band e SBT, deixando sua marca em atrações como Fantástico, TV Mulher, Balão Mágico e Éramos Seis.

Início da carreira e trajetória na Record

Nilton Travesso começou sua história na televisão na década de 1950, período em que o veículo ainda dava seus primeiros passos no Brasil. Inicialmente interessado em cinema, ele acabou encontrando na TV uma oportunidade para desenvolver sua criatividade.

"Eu inaugurei a TV Record", declarou o diretor em uma entrevista ao Notícias da TV, ao recordar sua participação nos primeiros anos da emissora.

Contratado pela Record em 1953, ele participou da produção de teleteatros, novelas e atrações de variedades. Também trabalhou com personalidades como Jô Soares, Silveira Sampaio e Cidinha Campos.

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Travesso integrou a chamada Equipe A, liderada por Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o Seu Tuta. O grupo, que também reunia Manoel Carlos e Raul Duarte, esteve envolvido em produções importantes, como o Show do Dia 7 e os festivais de música popular brasileira da década de 1960.

O diretor ainda teve participação fundamental na consolidação da carreira televisiva de Hebe Camargo.

Sucessos na Globo e revolução na televisão

Em 1974, Nilton Travesso chegou à Globo e passou a integrar a equipe responsável pelo desenvolvimento do Fantástico, programa que se tornaria uma das atrações mais tradicionais da emissora.

Durante esse período, contribuiu para a modernização da linguagem audiovisual da televisão brasileira, participando da criação de formatos inovadores, incluindo a produção do primeiro videoclipe exibido pelo programa.

O profissional também esteve envolvido em atrações como TV Mulher e Balão Mágico, que fizeram sucesso e se tornaram referências em seus respectivos segmentos.

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Passagem pela Manchete e novelas do SBT

Em 1987, Travesso assumiu o desafio de ajudar a estruturar o departamento de teledramaturgia da extinta TV Manchete. Sua atuação contribuiu para o desenvolvimento de produções que marcaram época, entre elas Pantanal, escrita por Benedito Ruy Barbosa e exibida originalmente em 1990.

Anos depois, o diretor levou sua experiência para o SBT, onde participou do fortalecimento do núcleo de novelas da emissora de Silvio Santos.

Entre os trabalhos de destaque estão Éramos Seis, de 1994, As Pupilas do Senhor Reitor e Sangue do Meu Sangue.

Travesso também teve participação na programação infantil do canal, contribuindo para a criação e estruturação do Bom Dia & Cia, inicialmente apresentado por Eliana, e da Sessão Desenho no Sítio da Vovó, comandada pela personagem Vovó Mafalda.

Mudança para os Estados Unidos e últimos trabalhos

Após sofrer um assalto em sua residência, Nilton Travesso decidiu passar uma temporada nos Estados Unidos, onde viviam sua filha e seus netos.

Durante sua permanência em Los Angeles, chegou a desenvolver um projeto cinematográfico inspirado na novela Éramos Seis, ao lado do genro. A produção, entretanto, não saiu do papel.

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Posteriormente, retornou ao Brasil e continuou atuando no mercado audiovisual. Entre seus trabalhos mais recentes estão atividades de direção e supervisão de programação na Jovem Pan.

O profissional também se dedicou à formação de novos talentos por meio de uma oficina de atores que levava seu nome.

Velório e despedida

O velório de Nilton Travesso está previsto para este sábado (7), das 10h às 17h, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo.

Com sua morte, a televisão brasileira perde um de seus principais pioneiros, responsável por contribuir para a criação de formatos, programas e novelas que ajudaram a construir a história do entretenimento no país.

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