A cantora e compositora Dolly Parton, grande ícone da música country americana, morreu aos 80 anos em Nashville. Dona de uma carreira histórica e premiada com múltiplos Grammys, a artista imortalizou clássicos como "Jolene" e "I Will Always Love You", além de ter atuado com destaque no cinema. Integrante do Rock & Roll Hall of Fame, Dolly vinha enfrentando problemas de saúde nos últimos meses e deixa um legado marcante que transcendeu fronteiras e gerações.
Dolly Parton morreu nesta terça-feira, aos 80 anos, em Nashville, no Tennessee. A confirmação foi feita pelo sobrinho Brian Seaver, em vídeo publicado no Instagram, cumprindo um pedido feito pela própria cantora anos atrás. A causa da morte ainda não foi divulgada. Dolly vinha enfrentando problemas de saúde nos últimos meses e havia reduzido a agenda de compromissos, situação que ela mesma abordou em entrevista à People publicada no último dia 21, apenas quatro dias antes de falecer.
Na ocasião, contou que havia deixado alguns problemas de saúde de lado enquanto cuidava do marido, Carl Thomas Dean, que morreu em março de 2025.
Nascida em 19 de janeiro de 1946, em Locust Ridge, no Tennessee, Dolly foi a quarta de 12 filhos de uma família humilde das montanhas dos Smoky Mountains. Ela chegou a Nashville antes dos 20 anos e construiu uma das trajetórias mais marcantes da música americana.
Como compositora, deixou clássicos que atravessaram gerações e fronteiras. Jolene, 9 to 5 e I Will Always Love You são alguns dos títulos mais conhecidos. Esta última, escrita em 1973, ganhou dimensão mundial quando Whitney Houston a gravou para a trilha sonora de O Guarda-Costas (1992). No cinema, Dolly atuou em Como Eliminar Seu Chefe (1980), ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin, e em Flores de Aço, entre outros projetos.
Ao longo da carreira, acumulou sete vitórias competitivas no Grammy, recebeu o Grammy Lifetime Achievement Award em 2011 e se tornou integrante do Rock & Roll Hall of Fame, consolidando um legado que ultrapassou em muito as fronteiras do country.