O que começou como uma noite de festa, música e recorde de público terminou em debate jurídico, político e moral. A apresentação de Ludmilla no Réveillon 2026, que reuniu mais de 700 mil pessoas na Praia de Icaraí, em Niterói, agora é analisada sob a ótica da recém-sancionada "Lei Anti-Oruam".
A polêmica surgiu após a execução do hit "Verdinha", um dos maiores sucessos da carreira da esposa de Brunna Gonçalves. Segundo a acusação, a música teria conteúdo interpretado como apologia ao uso de drogas, algo proibido pela nova legislação municipal em eventos financiados com dinheiro público e abertos a menores de idade.
O que diz a 'Lei Anti-Oruam'
Sancionada pelo prefeito de Niterói Rodrigo Neves (PDT) no dia 24 de dezembro, a "Lei Anti-Oruam" proíbe o uso de recursos do município para contratar ou divulgar espetáculos que façam apologia ao crime ou ao uso de substâncias ilícitas. O texto da lei passou a valer imediatamente, o que abriu espaço para questionamentos sobre o conteúdo apresentado no palco do Réveillon.
A vereadora Fernanda Louback (PL), autora do projeto, afirma que houve falha da administração municipal na fiscalização do repertório. Em declaração ao jornal O Globo, a parlamentar foi direta: "A lei é clara, está em vigor, foi sancionada pelo prefeito e deve ser cumprida inclusive e especialmente pelo Poder Executivo". Para ela, o problema não é a artista em si, mas o cumprimento da legislação.
Afinal, 'Verdinha' faz apologia?
Esse é o ponto mais sensível da discussão. A ...
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