Izabella Camargo, jornalista e ex-apresentadora da Globo, revelou detalhes sobre sua volta à emissora após decisão judicial. Em novembro de 2018, a profissional foi demitida após afastamento médico e, ao retornar, sofreu rejeição por parte de seus colegas.
Em entrevista à coluna de Flávio Ricco na LéoDiasTV, a jornalista relembrou o seu desligamento da emissora, que ocorreu após ela voltar da licença médica por causa da síndrome de Burnout, doença provocada por esgotamento físico e mental em decorrência do trabalho e que ainda era pouco discutida na época.
Após o desligamento, a assessoria da Globo chegou a afirmar que "o motivo pelo qual deixou de trabalhar na TV Globo não guarda relação com as razões que a levaram a tirar licença médica". Mas, tempos depois, Izabella entrou na Justiça e chegou até a ser recontratada após decisão judicial, em 2019. No entanto, a recepção de alguns de seus colegas após o retorno não foi das melhores.
"Quando eu volto reintegrada, eu tenho que voltar pela escada de emergência. As pessoas me evitavam no corredor. Porque, até então, eu representava uma pessoa que estava falando sobre a cultura do Brasil, representada por aquela empresa", disse.
A jornalista comenta ainda que, ao retornar para a Globo, passou a exercer uma função "inferior" a que fazia antes de seu afastamento. "E aquilo também contribuiu para o retorno do adoecimento, que é quando eu peço para sair", explica.
Relembre o caso
Em 2018, a jornalista estava à frente de dois telejornais da empresa: Hora Um e o Bom Dia Brasil. O episódio se deu quando, no ar, a apresentadora esqueceu qual era a capital do Paraná, em caso descrito como "apagão".
"Eu não conseguia dirigir e não conseguia compreender texto", relatou Camargo. "O neurologista Fernando Gomes de Melo me atendeu, e eu mostrava para ele textos com vários grifos e falava: Doutor, eu não consigo entender o que está escrito aqui."
A comunicadora também relatou que os sintomas do estresse vivido perduraram por anos depois do episódio. "Na iminência de atrasar um minuto, mesmo que não seja ao vivo, eu já começo a transpirar […] Até hoje eu ainda me sinto ameaçada quando estou perto de chegar no horário", explicou.