Influenciadora recebe oferta surpreendente após ser banida de app por 'ser bonita demais'

Marina Smith critica comercialização de material biológico: "Não acredito que material biológico deva ser tratado como mercadoria"

3 mar 2026 - 20h09

A influenciadora Marina Smith, de 27 anos, natural de São Paulo, revelou recentemente ter sido alvo de uma proposta surpreendente e considerada incomum, depois de ganhar notoriedade ao relatar que foi banida de um aplicativo de relacionamentos por ser "bonita demais". Segundo ela, o contato envolvia a venda de seus próprios óvulos e partiu de um homem que se apresentou como intermediário de um comprador japonês interessado especificamente em seu perfil genético.

“Influenciadora recusa oferta de óvulos de comprador japonês (Divulgação)
“Influenciadora recusa oferta de óvulos de comprador japonês (Divulgação)
Foto: Contigo

De acordo com Marina, a mensagem chegou por meio das redes sociais e tinha um tom formal e estruturado, bem distante de uma abordagem casual. O remetente mencionava uma "análise objetiva de simetria facial e corporal" e justificava o interesse com base em características estéticas que, segundo ele, eram consideradas ideais. "Ele falava em compatibilidade genética e descendência como se estivesse descrevendo um projeto técnico. Não era uma abordagem informal, era quase uma proposta comercial", detalhou a influenciadora.

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Marina explicou que, além do interesse explícito pelos seus óvulos, a mensagem incluía menção a compensação financeira, tratando seus atributos físicos como critérios de seleção para reprodução. "Foi a primeira vez que alguém tratou meus óvulos como se fossem um produto. Já recebi convites estranhos ao longo da minha carreira, mas nunca algo envolvendo material biológico", disse.

Segundo a influenciadora, a situação provocou nela um desconforto imediato, reforçando a importância de limites éticos claros. Apesar de não ter planos imediatos de maternidade, ela rejeitou a proposta imediatamente. "Não acredito que material biológico deva ser tratado como mercadoria. Existe um limite ético muito claro nessa questão", afirmou.

Além da recusa, Marina optou por tornar o caso público como forma de posicionamento, reforçando que seu corpo não está disponível para negociação, mesmo atuando em um ramo voltado à imagem pessoal. "Eu trabalho com imagem, mas isso não significa que meu corpo esteja disponível para negociação", concluiu.

O episódio também levantou debates nas redes sociais sobre os limites da exposição de influenciadores e a forma como a aparência pode ser mercantilizada. Especialistas em ética apontam que propostas envolvendo material genético humano ainda carecem de regulamentação mais clara, e que situações como a enfrentada por Marina reforçam a necessidade de um debate público sobre privacidade, consentimento e exploração de atributos biológicos.

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Para Marina, compartilhar a experiência foi mais do que relatar um incidente; foi uma maneira de conscientizar outros profissionais do meio digital sobre os riscos de comercialização de partes do corpo humano e sobre a necessidade de manter padrões éticos, independentemente da fama ou da exposição online.

Veja fotos de Marina Smith:

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