Fabiana Justus desabafa sobre transtorno que provoca compulsão de machucar a própria pele

Fabiana Justus revela diagnóstico de dermatilomania e detalha estratégia para controlar a compulsão

4 mar 2026 - 16h37

Fabiana Justus surpreendeu os seguidores ao revelar que foi diagnosticada com dermatilomania, transtorno caracterizado pela compulsão de machucar ou "cutucar" a própria pele. Filha do empresário Roberto Justus, a influenciadora contou que conviveu durante anos com o comportamento sem imaginar que se tratava de uma condição psicológica. Em busca de mudança, ela passou a usar curativos nos dedos como forma de impedir o hábito. 

Fabiana Justus revela diagnóstico de dermatilomania
Fabiana Justus revela diagnóstico de dermatilomania
Foto: Foto/Instagram/@fabianajustus / Contigo

Em seu perfil no Instagram, Fabiana descreveu a rotina que sempre pareceu inofensiva, mas que se tornou recorrente: "Eu sou aquela pessoa que fica cutucando as pelinhas em volta do dedo, ó. Tá sempre machucado, sempre cutucado, e aí eu descobri que isso tem nome. O nome é dermatilomania e, assim, você fica fazendo esse movimento de repetição", iniciou a influenciadora.

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Ela explicou que o comportamento muitas vezes acontece de forma automática: "Às vezes é porque eu tô ansiosa, estressada, alguma coisa, mas muitas vezes eu tô assim, assistindo a um seriado, sem perceber, eu tô lá puxando pelinha, puxando pelinha, puxando pelinha. Mas, assim, eu puxo e aí fica machucado", contou.

Decidida a interromper o ciclo, Fabiana compartilhou a dica que começou a colocar em prática: "Aí me deram a dica de tentar colocar micropore em todos os dedos, em volta de todos os dedos, quando eu tô em casa, porque daí toda vez que vier a vontade de fazer assim, eu vou ver que tô com o micropore e não vou fazer. E aí, com isso, eu vou reprogramando o meu cérebro para perder essa mania".

O que é dermatilomania e quando procurar ajuda?

Segundo o psiquiatra Dr. Adiel Rios para o portal LeoDias, o transtorno vai muito além de um simples hábito. "Há um alívio imediato após mexer na pele. Esse alívio dura pouco. Em seguida aparecem culpa, vergonha e frustração. As feridas permanecem. O impulso retorna. Forma-se um ciclo difícil de interromper", explicou.

Ele destacou ainda os principais sinais: "Os principais sinais são lesões repetidas na pele, tentativas frustradas de parar, sofrimento emocional e impacto na vida cotidiana. A pessoa passa a evitar praia, fotos, consultas ou proximidade física. Usa maquiagem, curativos ou roupas para esconder", avaliou.

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Por fim, o especialista orientou: "A ajuda deve ser buscada quando a pessoa se machuca e não consegue interromper o comportamento". De acordo com ele, a terapia cognitivo-comportamental, aliada a técnicas de reversão de hábito e, em alguns casos, ao uso de medicação, pode ajudar no controle do quadro.

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