Filho de Edmundo revela lado obscuro do pai e da mãe: 'Não era...'

Alexandre Mortágua, reconhecido por teste de DNA, abre o coração sobre fama, rejeição e a relação conturbada com os pais

4 mar 2026 - 16h09

A vida de Alexandre Mortágua nunca foi simples. Filho do ex-jogador Edmundo e da ex-modelo Cristina Mortágua, ele só foi oficialmente reconhecido pelo pai após um teste de DNA, um processo que chamou atenção da mídia e dividiu opiniões. Para o escritor, hoje com 31 anos, a experiência de crescer sob holofotes, julgamentos e expectativas públicas moldou profundamente sua percepção da família e de si mesmo.

Alexandre Mortágua é filho do ex
Alexandre Mortágua é filho do ex
Foto: jogador Edmundo — reprodução/ instagram / Contigo

Durante a pandemia, Alexandre canalizou suas angústias e experiências em um livro, lançado em 2021: "Aqui, agora, todo mundo". A obra, que mistura memórias pessoais e reflexões sobre a fama dos pais, ganhou nova vida ao ser adaptada para o teatro, com temporada recente em São Paulo e planos de turnê pelo país. A peça, assim como o livro, mergulha em um universo onde os olhos do público e o peso da fama desumanizam as pessoas mais próximas.

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"Tenho a certeza de que a Cristina que as pessoas conhecem não é a que eu conheço. A pessoa que o Edmundo era para quem o adorava não era a pessoa que eu conhecia. Essa foi a maior dificuldade: ver meus pais como seres humanos. A fama deles traz dois fatores que desumanizam muito as pessoas: minha mãe ser um símbolo sexual e meu pai ser um atleta, um homem rústico. Eu me afastar deles foi uma forma de me afastar da imagem criada e vê-los como seres humanos", contou Alexandre ao site Heloisa Tolipan.

Criado principalmente pela mãe e pela avó materna, Alexandre passou anos distante do pai, experimentando a ausência de uma figura paterna e lidando com rumores, expectativas e julgamentos da sociedade. A aproximação definitiva só aconteceu em 2020, quando pai e filho fizeram as pazes e apareceram juntos em registros familiares no fim daquele ano.

Antes disso, o relacionamento entre os dois foi marcado por tensão. Edmundo chegou a ser acusado de homofobia por não aceitar que o filho fosse gay. Alexandre relembra os momentos difíceis com franqueza:

"Eu acho que isso começou a ser uma questão quando envolveu a minha sexualidade, lá pelos 16 anos. As coisas aconteceram cedo demais para eu assimilar. Nunca recebi do meu pai uma coisa direta, mas isso acabava reverberando no núcleo familiar. Quando cai na criança, reverbera na mãe, reverbera na família toda", disse o escritor.

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O relato de Alexandre expõe não apenas as complexidades de crescer com pais famosos, mas também os desafios de lidar com imagens públicas que não correspondem à realidade íntima. O autor reflete sobre como a fama pode distorcer percepções: o público enxerga um ícone ou um símbolo, enquanto os filhos enfrentam a dificuldade de reconhecer nos pais pessoas reais, vulneráveis e imperfeitas.

O sucesso de "Aqui, agora, todo mundo" — tanto no papel quanto no palco — reforça a coragem de Alexandre em transformar experiências pessoais dolorosas em arte, abrindo um espaço para discussão sobre identidade, família e os efeitos da exposição precoce. A história, marcada por conflitos, reconciliações e descobertas, mostra que mesmo sob os holofotes, a humanidade permanece, muitas vezes escondida, esperando para ser reconhecida.

Veja fotos de Alexandre Mortagua:

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