A ex-enfermeira Aline Limas, de 31 anos, conquistou o segundo lugar em um concurso de beleza em Florianópolis, marcando sua estreia nas passarelas. Natural de Joinville, ela trabalhou por 11 anos na saúde e chegou a chefiar uma UTI antes de mudar de rumo profissional. Ao longo dos anos, Aline investiu cerca de R$ 300 mil em cirurgias plásticas e procedimentos estéticos, relatando que o resultado no evento representou a superação de inseguranças pessoais após anos dedicada aos hospitais.
Aline Limas, de 31 anos, natural de Joinville, em Santa Catarina, conquistou o segundo lugar em um concurso de beleza realizado durante a Feijoada do Cacau, no último sábado (17), no P12, em Jurerê Internacional, Florianópolis. A conquista marca uma nova experiência na vida da profissional, que passou aproximadamente 11 anos trabalhando na enfermagem e chegou a chefiar uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Depois de anos dedicados à rotina hospitalar, incluindo o trabalho durante a pandemia, Aline deixou os plantões e decidiu experimentar um universo diferente: o das passarelas. A participação no concurso foi sua primeira experiência com desfile e avaliação presencial, um desafio que também colocou à prova a relação dela com a própria imagem.
"Eu sempre encontrava alguma coisa para esconder ou melhorar. Colocar um biquíni e desfilar sabendo que estavam me avaliando foi bem diferente de tirar uma foto e escolher qual publicar. Ali não tinha como selecionar o melhor momento. Eu precisava entrar e me sentir bem comigo", relata.
Enfermeira investiu em mudanças na aparência
Ao longo dos anos, Aline estima ter investido mais de R$ 300 mil em cirurgias e procedimentos estéticos. Entre as intervenções que já tornou públicas estão mastopexia com próteses de silicone de 700 ml, lipoescultura no abdômen, nos flancos e nas axilas, além de enxerto de gordura nos glúteos e preenchimentos faciais.
Segundo ela, as mudanças não foram motivadas exclusivamente pela participação no concurso, mas fizeram parte de um processo pessoal que aconteceu ao longo do tempo.
"Não fiz tudo para participar desse concurso. Foram mudanças que fui buscando ao longo dos anos, porque havia coisas que me incomodavam. As cirurgias mudaram meu corpo, mas desfilar colocou à prova uma segurança que eu também precisava construir", afirma.
A primeira experiência na passarela
Mesmo depois das transformações, Aline conta que não esperava ficar entre as primeiras colocadas. Ao observar as outras participantes, ela acreditava que elas tinham mais experiência ou facilidade para aquele tipo de disputa.
A insegurança, segundo a enfermeira, também estava ligada à imagem que construiu de si durante os anos de trabalho no hospital, quando sua rotina era voltada ao cuidado de outras pessoas.
"Eu olhava para as outras participantes e pensava que elas tinham muito mais jeito para aquilo. Passei anos trabalhando de uniforme, cuidando de outras pessoas, e não me enxergava naquele lugar. Ficar em segundo me fez perceber que eu não precisava ter começado como modelo para participar", conclui.
A conquista do segundo lugar representa, para Aline, uma experiência inédita fora da área em que construiu sua trajetória profissional. Depois de mais de uma década na enfermagem, a participação no concurso abriu espaço para experimentar um desafio que, até então, não fazia parte de seus planos.