Thalita Oliveira, que passou cerca de 14 anos na Record antes de ser demitida em 2023, surpreendeu o público ao revelar nas redes sociais que enfrentou um câncer de mama ainda jovem. O relato, feito após a recuperação, veio acompanhado de uma explicação sobre o silêncio que manteve durante todo o processo.
A decisão de esperar para falar partiu de uma orientação médica. "Fale quando não te doer mais. Esse foi o conselho da minha oncologista. Nunca fui de expor minhas dores. Sou assim. Não é personagem. Passei por isso em silêncio", escreveu a apresentadora.
O diagnóstico chegou sem avisos. Sem histórico familiar, sem fatores de risco associados e dentro de todos os parâmetros considerados saudáveis, Thalita se viu diante de uma notícia para a qual nada a preparava.
"Descobri um câncer de mama com 30 e poucos anos. Sem histórico familiar. Sem beber. Sem fumar. Tendo amamentado. Praticando atividade física. Atendendo a todo o check-list que ajuda a evitar a doença. A descoberta foi avassaladora. Perdi o chão. Ainda mais sendo mãe de um filho pequeno. Mas eu tinha uma certeza: eu queria viver. E eu iria me curar", relatou.
Ao escolher tornar a história pública agora, a jornalista foi clara sobre o que a motivou. "Hoje escolho compartilhar porque talvez minha história sirva de esperança para milhares de mulheres que enfrentam o câncer de mama todos os anos", afirmou.
Thalita passou por cirurgias, sessões de radioterapia e tratamento, e encerrou o relato com gratidão a quem a acompanhou nesse período. "Tive muita fé, médicos extremamente competentes e pessoas que foram verdadeiros anjos na minha vida, minhas mastologistas e a minha ginecologista. Serei eternamente grata", concluiu, reforçando a importância da realização de exames preventivos regulares.