Caso o Brasil ainda fosse monarquia (abolida em 1889) ou voltasse hoje ao regime, o imperador seria Dom Bertrand de Orléans e Bragança e o príncipe herdeiro, seu sobrinho Dom Rafael de Orléans e Bragança.
Mas o engenheiro de 40 anos pode perder em breve o direito ao trono. O motivo: ter se apaixonado por uma plebeia.
Ele acaba de noivar com a italiana Margherita delle Piane, 38 anos, de família tradicional mas sem título de nobreza, ou seja, não faz parte de uma casa reinante ou anteriormente reinante.
A eventual união formal entre os dois seria um casamento morganático, não dinástico, fora das regras da Casa Imperial do Brasil.
O protocolo exigiria que Dom Rafael renunciasse a seu direito ao trono antes de subir ao altar, assim como fizeram outros parentes que decidiram se casar com pessoas ‘comuns’, sem ligação direta com uma monarquia.
Em recente entrevista à revista francesa ‘Point de Vue’, o príncipe não escondeu o sentimento. “Estou apaixonado por Margherita”, declarou.
Se em 2019 ele disse à imprensa que procurava uma esposa de alguma Casa Real, agora sinaliza que está disposto ao sacrifício de perder o trono pela mulher que ama.
Mas, como a Casa Imperial funciona como uma instituição familiar sem constituição, Dom Bertrand poderia ‘quebrar a regra’ e reconhecer o casamento do sobrinho com Margherita.
Assim, Dom Rafael permaneceria como herdeiro presuntivo do trono. Caso isso realmente não ocorra, seu lugar como 1º na linha de sucessão passará para a irmã mais nova, a princesa Dona Maria Gabriela, que mora em Lisboa.