A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou que considera disputar a Presidência da República no futuro, destacando o marco histórico e a representatividade de ser a primeira mulher travesti negra ao cargo. Apesar de apontar outros nomes progressistas para 2030, ela vê espaço para essa projeção. A declaração ocorreu durante o lançamento de sua campanha à reeleição na Câmara dos Deputados, onde busca ampliar a participação política de jovens e de populações historicamente marginalizadas.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) revelou que considera disputar a Presidência da República em algum momento de sua trajetória política. Em entrevista ao programa "Política em Minutos", da LeoDias TV, a parlamentar avaliou que uma candidatura ao Palácio do Planalto poderia representar um acontecimento histórico para a política brasileira. Apesar disso, ela ponderou que, pensando nas eleições de 2030, ainda existem nomes do campo progressista que aparecem à frente em uma eventual corrida presidencial, entre eles Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Mesmo sem colocar a possibilidade como prioridade imediata, Erika afirmou que enxerga espaço para uma candidatura no futuro.
A eventual disputa teria também um significado simbólico para a representatividade política no país. Erika Hilton destacou a possibilidade de se tornar a primeira mulher travesti negra a concorrer ao cargo máximo da política brasileira. Para ela, ocupar esse espaço poderia ampliar a presença de setores historicamente afastados das principais posições de poder. A declaração ocorre justamente durante o início de uma nova etapa de sua carreira eleitoral: a parlamentar lançou sua campanha pela reeleição no sábado (22), em um evento realizado no Komplexo Tempo, na Mooca, zona leste de São Paulo, reunindo apoiadores, lideranças políticas e integrantes de movimentos sociais.
Campanha mira mudanças além do Congresso
Em publicação feita no X no domingo (23), Erika apresentou uma visão mais ampla para sua campanha e defendeu uma mobilização que não fique restrita à atividade parlamentar. "É esse país que quero construir. Não só no Parlamento, mas nas ruas, nas redes e na construção de algo muito maior do que eu e do que nós", escreveu. A deputada também afirmou que pretende ampliar a participação de jovens e de grupos historicamente marginalizados na política. "A juventude, as populações marginalizadas, os grupos excluídos, as minorias políticas e maiorias sociais estão esperando a vez delas. E é isso que eu quero entregar. A nossa vez de brilhar", declarou.
A trajetória de Erika Hilton ajuda a dimensionar o impacto de sua ascensão política. Eleita deputada federal em 2022 com 256.903 votos, ela assumiu o mandato em fevereiro de 2023 ao lado de Duda Salabert, em uma eleição que levou as primeiras deputadas trans à Câmara dos Deputados. Antes disso, Erika havia sido eleita vereadora de São Paulo em 2020, com mais de 50 mil votos, tornando-se a primeira mulher trans a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal paulistana. Atualmente, ela preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara e busca conquistar um segundo mandato federal.
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