O novo livro de Charles Spencer sobre sua irmã, a princesa Diana, traz revelações sobre a vida da princesa de Gales e seu relacionamento com o atual rei Charles III. Segundo a obra, Diana teria cogitado o suicídio e ido à montanha mais alta da Grã-Bretanha, mas voltou atrás após pensar nos filhos.
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“É triste constatar que, em seus últimos anos, Diana dirigiu-se mais de uma vez até Beachy Head, o penhasco de giz mais alto da Inglaterra, enquanto contemplava o suicídio”, descreve Charles em trecho do livro Swan Song (Canto do Cisne, em tradução livre).
De acordo com o autor, Diana teria mudado de ideia por causa dos seus dois filhos, príncipe William e príncipe Harry.
“Seu amor pelos filhos a impediu de ir mais longe”, afirma. O conde apontou ainda que a irmã se sentia “isolada e presa” no casamento com o até então príncipe Charles.
Diana chegou a falar abertamente sobre sua saúde mental ao biógrafo da família real, Andrew Morton. Na ocasião, a princesa relembrou os tempos difíceis que viveu no castelo de Balmoral, residência particular da família britânica.
“Eu estava tão deprimida que tentei cortar meus pulsos com lâminas de barbear. Choveu sem parar. Vim mais cedo [para Londres] para buscar tratamento, não porque odiasse Balmoral, mas porque estava em uma situação muito ruim”, comentou na época.
O livro de Spencer recebeu críticas ambivalentes no Reino Unido. Alguns críticos apontaram que o autor se coloca excessivamente no centro da narrativa, com momentos de autopiedade e uma atenção recorrente ao discurso que fez no funeral de Diana, em 1997. Outros consideraram a obra um tributo à irmã, que retoma a relação de Diana com a realeza e a coloca novamente no centro da discussão.