Dolly Parton faleceu aos 80 anos deixando um império bilionário avaliado em mais de R$ 3,25 bilhões. Superando uma infância humilde, a artista aliou talento a uma sólida visão de negócios, retendo direitos de sucessos como "I Will Always Love You" e investindo no parque Dollywood e em hotelaria. Além do legado musical e financeiro, Parton destacou-se por sua ampla filantropia, como a doação de livros infantis e o financiamento de pesquisas para a vacina contra a Covid-19.
Dolly Parton morreu aos 80 anos deixando para trás não apenas um legado artístico inestimável, mas um império financeiro construído a partir de uma infância marcada pela pobreza extrema nas montanhas do Tennessee, onde o pai era analfabeto e os 12 filhos da família viviam com pouquíssimos recursos.
A chave para a acumulação da fortuna foi uma combinação rara de talento e inteligência financeira. Um dos exemplos mais emblemáticos foi a recusa histórica a Elvis Presley, que desejava gravar I Will Always Love You, mas exigiu metade dos direitos autorais. Dolly disse não ao rei do rock. Anos depois, Whitney Houston gravou a canção para a trilha sonora de O Guarda-Costas (1992) e o hit gerou milhões — todos controlados por ela.
Além da música, o patrimônio está sustentado pelo Dollywood, parque temático em sua terra natal que recebe milhões de visitantes por ano, além de uma gravadora própria, hotéis, cabanas de luxo e espetáculos de entretenimento. Somando tudo, a fortuna deixada pela cantora ultrapassa R$ 3,25 bilhões.
A trajetória de Dolly, no entanto, nunca foi apenas sobre acumular. Ela criou a Imagination Library, projeto que já doou milhões de livros para crianças ao redor do mundo, em memória das dificuldades que o pai enfrentou por não saber ler. Durante a pandemia de Covid-19, doou US$ 1 milhão para pesquisas que viabilizaram uma das vacinas. "Estou muito feliz que qualquer coisa que eu fizer pode ajudar outra pessoa", disse ela na época.