Celso Portiolli toma atitude após acusação de maus-tratos no 'Domingo Legal'

Defesa do apresentador Celso Portiolli contesta laudo de ONGs protetoras dos animais e tenta se livrar de processo de R$ 100 mil

15 jun 2026 - 11h13

O clima nos bastidores do SBT ficou tenso por causa de uma disputa judicial que foi parar nos tribunais. O apresentador Celso Portiolli e a emissora paulista enfrentam uma Ação Civil Pública de grande repercussão. A polêmica começou em abril deste ano, quando o programa Domingo Legal exibiu uma brincadeira envolvendo uma rã ao vivo. De acordo com informações reveladas pela colunista Fábia Oliveira, entidades de proteção animal decidiram processar a equipe por causa da cena.

Reprodução/SBT
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Foto: Mais Novela

As associações protetoras alegam que o anfíbio sofreu maus-tratos durante a atração. Segundo o processo, o bicho passou por estresse intenso, manuseio incorreto e forte exposição às luzes e aos barulhos do estúdio. Por causa disso, as ONGs afirmam que a busca por audiência na televisão não justifica o sofrimento dos bichos.

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A Justiça já tomou as primeiras medidas e concedeu uma decisão liminar favorável às entidades. Dessa forma, a emissora de Silvio Santos sofreu restrições severas sobre o uso de espécies silvestres ou domésticas em suas gravações. Em caso de descumprimento da ordem, o canal de TV terá que pagar uma multa pesada no valor de R$ 100 mil. Além disso, a ação exige uma retratação pública dos envolvidos e o pagamento de uma indenização por danos morais coletivos.

Defesa de Celso Portiolli rebate ONGs e pede saída de processo

Por causa do avanço da denúncia, os advogados do comunicador decidiram agir. No dia 9 de junho de 2026, a defesa do artista anexou formalmente a sua contestação aos autos do processo. O comandante do Domingo Legal rebateu de forma firme as acusações das ONGs e classificou os relatos de dor do anfíbio como "exacerbadas".

Com o propósito de limpar o seu nome, o funcionário do SBT garantiu que sempre agiu com respeito no palco e que demonstrou cuidado com o bicho. Portanto, ele solicitou a sua retirada imediata do polo passivo do processo. O artista argumentou que não participou da criação ou do desenvolvimento do quadro. Como ele apenas cumpriu a função de apresentar a atração, seus representantes afirmam que ele deve "ser excluído do banco de réus".

Advogados contestam validade de laudo veterinário

Na parte técnica do documento, a equipe jurídica de Celso Portiolli focou na ausência de provas físicas sobre o episódio. Os advogados asseguraram que o processo não apresenta laudos clínicos presenciais que comprovem ferimentos ou traumas reais na rã. O texto da contestação defende que um incômodo passageiro e curto não pode ser considerado um ato de crueldade.

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Além disso, o contratado da emissora questionou a validade do parecer veterinário que as ONGs colocaram na petição inicial. Conforme dito pela defesa de Portiolli, o documento carece de embasamento científico de verdade. Os advogados apontaram que o profissional responsável pelo laudo não fez exames físicos no animal. Desse modo, o relatório médico se baseou apenas na observação de fotos e vídeos da televisão e em construções hipotéticas, sem comprovação factual do estado de saúde do anfíbio.

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