Bruno Gagliasso, de 43 anos, voltou a usar suas redes sociais nesta quarta-feira (4) para falar sobre um tema que considera urgente e alarmante: a violência contra mulheres no Brasil. Em um vídeo publicado recentemente, o ator explicou que decidiu retomar a discussão diante do aumento de casos de feminicídio, agressões e abusos sexuais, e ressaltou que o assunto precisa ser tratado de forma contínua e séria.
"No Brasil, não param de morrer mulheres assassinadas por homens. Não param de ser estupradas por homens. Não param de ser agredidas, ameaçadas, silenciadas por homens. Então não, isso não é um caso isolado. Isso é padrão", afirmou Gagliasso durante o pronunciamento. Ele destacou que é comum a sociedade tratar casos de violência como incidentes pontuais, mas que a realidade mostra um padrão sistêmico que não pode ser ignorado.
O ator direcionou suas palavras principalmente aos homens, reforçando que não basta demonstrar apoio superficial em datas comemorativas ou em postagens nas redes sociais. Para ele, é necessário assumir uma postura ativa contra comportamentos violentos e abusivos: "Não adianta postar homenagem bonita, dizer que ama e respeita, e encobrir abuso vindo de outros homens. Rir de piada violenta ou passar pano para amigo agressivo não é respeito. Isso é cumplicidade", declarou.
Gagliasso também abordou um tema sensível, que é a exploração e abuso de menores de idade, deixando claro que esse tipo de atitude é crime e não pode ser naturalizada ou minimizada. "Menina não é mulher. Adolescente não é quase adulta. Criança não provoca adulto. Adulto que ultrapassa esse limite comete crime", disse, destacando a importância de proteger crianças e adolescentes de qualquer forma de exploração ou abuso.
Pai de Títi, de 12 anos, Bless, de 11, e Zyan, de 5, e casado com Giovanna Ewbank, Gagliasso admitiu que a experiência da paternidade o faz enxergar o tema com ainda mais intensidade. "Eu sou pai de menina. Isso muda tudo. Não é estatística, é alguém que pode ser minha filha, sua irmã, sua mãe", disse ele, emocionado, reforçando que a violência contra mulheres é um problema que toca diretamente a vida de todos.
O ator ressaltou que a responsabilidade de combater a violência não cabe apenas às vítimas ou às mulheres, mas também aos homens e à sociedade como um todo. Ele lembrou que ignorar casos de abuso ou não reagir diante de situações violentas é uma forma de permitir que essas condutas continuem. "Eu voltei para falar do mesmo assunto, sim, e vou continuar voltando sempre que precisar. Porque ficar calado é ser cúmplice", concluiu, reforçando seu compromisso em não silenciar diante do problema.
Além de seu posicionamento pessoal, Gagliasso chamou atenção para a necessidade de mudança cultural e social, incentivando que homens reflitam sobre suas atitudes e sobre como podem contribuir para a construção de um ambiente seguro e respeitoso para todas as mulheres. O ator enfatizou que pequenas ações cotidianas, como não rir de piadas machistas, não encobrir abusos ou questionar comportamentos violentos, são essenciais para quebrar o ciclo da violência.
Com sua visibilidade, Bruno Gagliasso busca transformar o debate em conscientização, mostrando que o combate à violência contra mulheres é responsabilidade de todos, e que o silêncio não pode ser mais uma opção.