Ana Maria Braga abriu o coração ao participar do quadro "Posso Perguntar?", exibido no Fantástico, neste domingo. Aos 77 anos, a apresentadora respondeu às perguntas feitas por um grupo de pessoas diagnosticadas dentro do espectro autista e falou sobre temas que marcaram sua trajetória, como a infância, a carreira na televisão, os relacionamentos e a forma como lida com as críticas.
Durante a conversa, Ana também relembrou alguns momentos inusitados vividos à frente do "Mais Você", incluindo gafes que acabaram viralizando, como a vez em que chamou o ator Paulo Betti pelo nome de Zé Mayer.
Um dos momentos mais marcantes da entrevista aconteceu quando a apresentadora foi questionada sobre uma declaração antiga em que dizia gostar de se ver nua diante do espelho. Ao comentar a repercussão da frase, Ana criticou a ideia de que mulheres mais velhas precisem da aprovação alheia para se sentirem bonitas.
A comunicadora aproveitou para falar sobre o casamento com Fábio Arruda, um homem 30 anos mais novo e reforçou que nunca deixou que a diferença de idade interferisse em sua autoestima.
"Eu nunca me olhei no espelho e falei: 'Nossa, não estou bonita'. Me acho linda, me acho gostosa, me acho uma pessoa legal", declarou.
Ana ainda lembrou das críticas que recebeu ao longo da carreira e contou que, no passado, chegou a se incomodar com alguns comentários. Hoje, porém, garante que aprendeu a não dar importância à opinião dos outros.
"Antes eu era chamada de 'Ana Maria Brega'. Com o tempo, percebi que a opinião do outro não muda absolutamente nada na minha vida. Vou continuar tendo a idade que tenho, fazendo o que faço, casada com quem sou casada e sendo feliz", disse.
A apresentadora também respondeu a uma pergunta sobre relacionamentos e compartilhou o que considera o segredo para encontrar um bom parceiro. Bem-humorada, arrancou risadas ao ouvir que a pessoa que fez a pergunta ainda não havia encontrado "ninguém bom".
"Se tem uma coisa boa na vida, é namorar. Eu sou boa de namorar, já namorei muito", brincou.
Na sequência, ela deixou um conselho que definiu como "uma dica que vale ouro". Para Ana, o mais importante é estar emocionalmente disponível para viver uma nova história.
"Tem gente que diz que quer namorar, mas não se abre para a vida. Precisa deixar a pessoa perceber que você está disponível para o amor. Muita gente se magoa uma vez e se fecha. Eu acho que é preciso se abrir para a vida", afirmou.
Ao perceber a reação dos entrevistadores, já que, para muitas pessoas autistas, manter contato visual pode ser um desafio, Ana fez uma adaptação delicada de sua própria fala. Ela concordou quando a psiquiatra mediadora do quadro resumiu seu conselho como "olhar para a alma" e respondeu: "É isso. Olhar para a alma, sentir quem é aquela pessoa de verdade."