Quando o assunto é viver mais, muitas pessoas pensam em academia e treinos intensos. Mas, segundo o jornalista, escritor e pesquisador americano Dan Buettner, conhecido por seus estudos sobre as chamadas Zonas Azuis, a rotina das populações mais longevas do mundo mostra outro caminho: elas se movimentam constantemente durante as atividades do dia a dia.
Em entrevista ao podcast ZOE, o especialista explicou que os habitantes dessas regiões não necessariamente vivem mais por terem uma genética superior ou por seguirem planos rigorosos de exercícios. Para Buettner, a diferença está, principalmente, no estilo de vida e na menor incidência de doenças crônicas que costumam reduzir a expectativa de vida.
"Um centenário é simplesmente uma pessoa que atingiu os 100 anos de idade, e as zonas azuis não se referem necessariamente a centenários. Medimos a concentração de centenários, mas isso geralmente é um subproduto de uma população que produz pessoas longevas, em grande parte sem doenças crônicas, sem diabetes, doenças cardíacas, câncer ou demência", explicou.
O pesquisador destacou ainda que a longevidade não é, necessariamente, resultado de corpos mais fortes ou de uma vantagem genética. "Elas evitam doenças que encurtam suas vidas em taxas mais altas. E é por isso que vivem tanto", afirmou.
Dan Buettner diz que moradores das Zonas Azuis não fazem exercícios na academia
Segundo Dan Buettner, os moradores das regiões conhecidas como Zonas Azuis não costumam reservar parte do dia para freq...
Matérias relacionadas