Alok surpreende ao revelar por que não quer ser o maior DJ do mundo: 'O que adianta?'

DJ explicou que mudou suas prioridades e abriu o coração ao falar sobre família, Marília Mendonça e inteligência artificial

9 set 2026 - 18h37
Resumo
Terceiro no ranking da DJ Mag, Alok revelou que não prioriza mais ser o DJ número um do mundo, colocando sua família à frente da disputa pelo topo. Em entrevista, o artista relembrou a homenagem feita a Marília Mendonça em Barretos, descartando novos tributos a outros cantores. Ele também alertou sobre o avanço da inteligência artificial, defendendo que a criação artística deve permanecer humana e expressando preocupação com o poder autônomo pretendido pelas big techs para a tecnologia.

Alok surpreendeu ao revelar que já não coloca como prioridade se tornar o maior DJ do mundo. Em entrevista a Erika Schneider, no quadro De Frente com Schneider, o artista explicou que passou a enxergar o sucesso de outra forma e que, hoje, sua família ocupa um lugar muito mais importante em sua vida.

Reprodução/ Divulgação
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Foto: Mais Novela

Atualmente, Alok ocupa a terceira posição no ranking Top 100 DJs, da revista DJ Mag, divulgado em 2025. O brasileiro aparece atrás apenas de David Guetta, em primeiro lugar, e Martin Garrix, na segunda posição.

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Apesar disso, o DJ contou que deixou de encarar a busca pelo topo como uma corrida pessoal.

"É porque é aquela corrida pra você se tornar o número um do mundo, aí você começa a refletir e fala: 'Mas o que adianta ser o número um do mundo se eu não for o número um pros meus filhos antes, né? Se eu não for o número um pra minha esposa, pra minha família como um todo, assim?' Então, pra mim, a questão de ser o número um do mundo, isso aqui é um outro problema, que é: beleza, aí eu sou o número um do mundo. E aí, ano seguinte é o quê? Eu não quero deixar que ninguém ocupe meu lugar, então eu começo a lutar pelo poder. Eu não tô nem aí. Isso não é o sentido. Não tô nem aí, entendeu? A questão é, se eu me tornar ou não, vai ser uma questão de alguma consequência".

Alok relembra homenagem a Marília Mendonça

Durante a conversa, Alok também falou sobre a homenagem que fez para Marília Mendonça em Barretos. O DJ revelou que os dois planejavam se apresentar juntos em 2022, quando a cantora seria embaixadora do evento.

"Cara, não, eu não pensei em mais ninguém, assim, sabe? A questão da Marília teve, né? A gente ia tocar juntos em 2022, ela ia ser embaixadora naquele ano e aí, enfim, ela faleceu em 2021. E eu acho que ficou faltando essa presença dela ali, sabe, como embaixadora ali. E aí foi mesmo uma forma de materializar essa presença dela e fazer uma homenagem."

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Questionado se pretende repetir a ideia com outro artista, Alok descartou a possibilidade.

"Eu não tenho nenhuma outra pretensão de fazer homenagem a nenhum outro artista, assim. Não tem algo que me mexa, assim".

DJ faz alerta sobre inteligência artificial

Conhecido por usar tecnologia em suas apresentações, Alok também comentou o avanço da inteligência artificial e defendeu que a criação artística continue tendo participação humana.

"Eu sempre falei que a tecnologia é uma grande aliada na minha carreira, né? Então, assim, até porque eu só posso fazer o que eu faço porque existe tecnologia em torno disso, sim. Mas, a partir do momento que se inventou a inteligência artificial e ela começou a fazer parte, assim, numa questão de uma criação artística, que, na verdade, nada mais é que uma cópia daquilo que ela estudou, né, da nossa arte, eu começo a colocar um certo tipo de limite porque eu acho que, pra você fazer arte, a arte ainda precisa ser humana."

O artista ainda explicou como enxerga o papel da arte além do entretenimento.

"Mas a arte nem sempre é pra trazer conforto. Também é pra nos confrontar, fazer refletir, pensar, mover a cultura pra frente, moldar a cultura como um todo".

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Por fim, Alok afirmou que não considera a inteligência artificial apenas uma ferramenta e disse acreditar que o avanço da tecnologia pode trazer novos desafios no futuro.

"Só que, fora isso, tem muitas outras coisas, assim, porque a galera fala que inteligência artificial é uma ferramenta, mas é mentira, assim, porque, no final, se eles acreditassem realmente que seria só uma ferramenta, eles estariam investindo trilhões pra que ela nos tornasse uma AGI. Então, se ela fosse só uma ferramenta, iriam falir todas as big techs que estão investindo trilhões e trilhões nela. Então, eles têm a convicção de que ela vai virar uma IA, que toma uma decisão por conta própria. E, a partir daí, a gente começa a ter vários outros tipos de problemas também. Então, assim, acreditar nessa narrativa de que ela é só uma ferramenta é a gente ser um pouco ingênuo no que as big techs estão pensando, assim", declarou.

Os próximos convidados de Erika Schneider no De Frente com Schneider serão Leo Foguete e Clayton & Romário.

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