O ghosting é o nome que se dá quando alguém corta toda a comunicação de forma abrupta com você, sem dar nenhuma explicação do porquê. A pessoa praticamente deixa de existir na sua vida: daí o nome referente a "ghost", que significa "fantasma" em inglês.
Essa prática é muito associada ao vácuo nas redes sociais, mas é estudada muito antes do advento de plataformas como Instagram e WhatsApp. O sociólogo Zygmunt Bauman já discutia o ghosting em seu livro de 2003, "Liquid Love".
Com os tipos de relacionamento que temos hoje, descritos pela socióloga Eva Illouz no livro "The End of Love", parece que fomos condicionados a descartar conexões sociais e seguir em frente sem considerar que, dependendo de como terminamos as coisas, podemos estar magoando alguém.
Sandra Ferrer, psicóloga especializada em apego e trauma relacional, explica que, sociologicamente falando, estamos vivendo em "uma época em que há uma ode à alegria". "Não gostamos do atrito que vem com o relacionamento", iniciou a especialista no programa "Aprendendo Juntos", do BBVA.
É nesse momento que o ghosting entra em cena: parece mais fácil ignorar a pessoa do que tentar resolver um conflito. Pode parecer um problema bobo oriundo da geração online, mas causa impacto emocional nas vítimas.
Quem fica para trás convive com a incerteza e até com culpa, o que leva à baixa autoestima, dependência emocional, ansiedade e diminuição da confiança, segundo especialistas. "Ghosting é violência", dispara a psicóloga.
SUMIR SEM DAR EXPLIC...
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