Presente no livro de memórias "Confesso que Vivi", a célebre reflexão de Pablo Neruda sobre a importância do brincar na infância e na fase adulta vai além da frase popularizada nas redes sociais. No texto original, o poeta chileno contextualiza a máxima ao descrever sua própria casa e sua paixão por colecionar brinquedos e objetos lúdicos, alertando com certa melancolia para a falta irreparável que a perda desse espírito infantil causa ao homem maduro.
Em vida, Pablo Neruda foi uma verdadeira máquina de escrever versos e máximas que entraram para o imaginário popular. Você provavelmente já ouviu ou leu muitas delas por toda parte, mesmo que não seja especialmente fã da obra do poeta chileno.
No entanto, suas reflexões interessantes vão muito além de "Gosto de você quando se cala porque parece ausente". Por exemplo:
"A criança que não brinca não é criança, mas o homem que não brinca perdeu para sempre a criança que vivia nele."
Pode parecer apenas uma frase bonita, mas ela também deixa um sabor bem mais triste do que aparenta à primeira vista.
A citação aparece em "Confesso que Vivi", livro de memórias do autor, em uma passagem na qual ele fala sobre seus próprios brinquedos, os objetos que colecionava e como havia transformado sua casa em algo semelhante a um enorme brinquedo.
O trecho, porém, é mais longo do que costuma aparecer em publicações do Instagram e imagens bonitas do Pinterest. Além disso, o texto original varia ligeiramente na escolha das palavras.
Este é o fragmento completo e literal:
"Em minha casa reuni brinquedos pequenos e grandes, sem os quais não poderia viver. A criança que não brinca não é criança, mas o homem que não brinca perdeu para sempre a criança que vivia nele e que lhe fará muita falta. Construí minha casa também como um brinquedo e brinco nela da manhã à noite."
Em seguida, Neruda continua falando sobre barcos dentro de garrafas, pequenas frotas, objetos que reuniu ao longo da vida e outras peças q...
Matérias relacionadas