Ao longo de sua história, Hollywood nunca perdeu a oportunidade de contar, de inúmeras maneiras, uma boa história de guerra. Seja com um tom mais dramático, seja num clima mais cômico e sátiro, os eventos sempre carregados que marcam esse tipo de conflito tão trágico servem de tema para explorar não só as barbaridades da humanidade, mas também as virtudes que escapam aos horrores.
É justamente diante de uma história de honra, espiritualidade e convicções éticas que Mel Gibson dirigiu um dos filmes de guerra mais renomados dos últimos tempos. Se o ambiente bélico vive uma espécie de zona de exceção em que tudo está liberado pela vitória, um socorrista militar não abandona seus princípios e sua fé para ajudar combatentes da Segunda Guerra Mundial.
Em Até o Último Homem, um homem chamado Desmond Doss — interpretado pelo brilhante Andrew Garfield numa performance que rendeu a ele uma indicação ao Oscar de Melhor Ator — se junta ao exército americano como médico de combate. Quando se encontra na linha de frente, o lado pacifista e cristão de Doss o faz agir diferente de seus companheiros de guerra, se recusando a manusear um fuzil e a matar inimigos.
A pergunta que todos se fazem, então, é a seguinte: Como vencer uma guerra sem usar arma de fogo, sem matar ninguém? Do…
Artigo original publicado em AdoroCinema
Antes do Oscar, Denzel Washington brilhou neste inesquecível filme de guerra