'Rivalidade Ardente': Sobre o que é e em qual livro se inspira a série que virou fenômeno mundial

Baseada no romance 'Heated Rivalry', da escritora canadense Rachel Reid, a série acompanha um romance proibido entre dois jogadores rivais de hóquei

10 fev 2026 - 11h19

Fenômeno recente do streaming, Rivalidade Ardente acompanha a relação intensa entre Shane Hollander e Ilya Rozanov, dois astros do hóquei no gelo que constroem uma imagem pública de rivalidade enquanto vivem, longe dos holofotes, um envolvimento secreto que atravessa anos. Entre partidas decisivas, pressão midiática e medo de se assumir, a série transforma o esporte em pano de fundo para discutir desejo, vulnerabilidade e pertencimento.

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A produção estreia no Brasil pela HBO Max no dia 13 de fevereiro e rapidamente está se tornando um dos títulos mais comentados nas redes sociais, impulsionada por cenas intensas, forte apelo emocional e uma base de fãs já consolidada dos livros.

Do livro para a tela

A série é inspirada no romance Heated Rivalry, segundo volume da saga Game Changers, escrita por Rachel Reid. Publicado originalmente em 2019, o livro faz parte de uma coleção de histórias ambientadas no universo do hóquei profissional e voltadas a discutir a cultura machista e a homofobia presente no esporte de alto rendimento.

Em entrevista ao O Globo, a autora contou que a ideia inicial da saga surgiu do desejo de retratar atletas lidando com a própria sexualidade em um ambiente tradicionalmente hostil. O sucesso do livro levou à adaptação para a TV, com Reid atuando como consultora criativa do projeto.

Fenômeno mundial, série 'Heated Rivalry' chega na HBO Max
Fenômeno mundial, série 'Heated Rivalry' chega na HBO Max
Foto: Divulgação/HBOMax / Estadão

Na trama, Shane é canadense, criado em uma família afetuosa, mas teme se assumir publicamente e comprometer a carreira. Ilya, por sua vez, é russo, filho de um militar rígido e marcado por traumas familiares, além de carregar o peso de vir de um país que reprime severamente a população LGBT+. O acordo silencioso entre os dois, os encontros esporádicos sempre que estão na mesma cidade se transformam, aos poucos, em um vínculo profundo e impossível de ignorar.

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O diferencial da história está no tempo, o relacionamento se estende por quase uma década, permitindo que o público acompanhe amadurecimento, recaídas, escolhas difíceis e o impacto do medo sobre o amor.

Fenômeno cultural e digital

Desde sua estreia internacional, Rivalidade Ardente ultrapassou o nicho do romance LGBT+ e se tornou um fenômeno cultural. A produção foi celebrada por críticos estrangeiros e ajudou a impulsionar as vendas dos livros de Rachel Reid, que passaram a figurar entre os mais vendidos nos Estados Unidos.

Ao O Globo, a autora destacou que se surpreendeu com a força da adaptação e com a recepção apaixonada do público. Dados divulgados no exterior indicam que a audiência é majoritariamente feminina, um reflexo direto do sucesso do romance entre leitoras, base que migrou naturalmente para o streaming.

Rachel Reid, autora de 'Rivalidade Ardente'
Foto: Reprodução @rachelreidwrites via Instagram / Estadão

Bastidores, elenco e futuro da série

Protagonizada por Hudson Williams (Shane) e Connor Storrie (Ilya), a série é criada e dirigida por Jacob Tierney e produzida originalmente pelo streaming canadense Crave, que licenciou o conteúdo para exibição internacional.

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A primeira temporada conta com seis episódios de cerca de 40 minutos cada e já teve a segunda temporada confirmada. No Brasil, a estratégia de lançamento dividida em blocos gerou críticas de fãs, que já acompanhavam a série por meios alternativos antes da estreia oficial.

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