Roubo milionário ao Museu do Louvre vai virar filme e série documental

Livro sobre assalto histórico às joias da Coroa Francesa será adaptado para o cinema e para a TV

27 mai 2026 - 17h51

O espetacular roubo ao Museu do Louvre, ocorrido em outubro de 2025, vai ganhar adaptações para o cinema e para a televisão. A editora francesa Flammarion anunciou nesta terça-feira (26) que vendeu os direitos do livro Main Basse Sur le Louvre ("Assalto ao Louvre", em tradução livre), escrito pelos jornalistas Jean Michel Décugis, Jérémie Pham Lê e Nicolas Torrent.

Roubo milionário ao Museu do Louvre vai virar filme e série documental (Mika Volkmann Getty Images)
Roubo milionário ao Museu do Louvre vai virar filme e série documental (Mika Volkmann Getty Images)
Foto: Rolling Stone Brasil

A produtora Iconoclast será responsável pela adaptação cinematográfica, que terá direção de Romain Gavras, conhecido por filmes como Athena e Nosso Dia Chegará. Já uma produtora britânica adquiriu os direitos para desenvolver uma série documental sobre o caso. Até o momento, não foram divulgados título, elenco ou previsão de estreia das produções.

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Sobre o livro

O livro relata em detalhes como um grupo descrito pelos autores como "ladrões de domingo" conseguiu invadir a Galeria de Apolo do Louvre na manhã de 19 de outubro de 2025, cerca de meia hora após a abertura do museu ao público. O alvo principal eram as históricas joias da Coroa Francesa, avaliadas em aproximadamente 88 milhões de euros — cerca de R$ 516 milhões na cotação atual.

O roubo

Ao todo, oito peças históricas foram roubadas, incluindo joias ligadas ao período napoleônico e itens pertencentes à imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III. Uma nona peça, a coroa da imperatriz, acabou sendo abandonada pelos criminosos durante a fuga e foi encontrada danificada nas ruas de Paris. Segundo a ministra da Cultura da França, Rachida Dati, a peça possui 1.354 diamantes e 56 esmeraldas.

O assalto causou enorme repercussão na França e desencadeou uma crise interna no Museu do Louvre, culminando na substituição de sua então presidente, Laurence des Cars. Semanas após o crime, sete suspeitos foram presos, mas as joias roubadas continuam desaparecidas.

Segundo os autores do livro, o caso evidencia como o roubo de obras de arte passou a integrar o mercado do crime organizado internacional. "O submundo do crime encontrou uma nova mina de ouro", afirmam os jornalistas na obra.

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Fonte: G1

Rolling Stone Brasil
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